A Voz Regional antecipou resultado em pesquisa legitimada pela Justiça

Os números da pesquisa publicada por A Voz Regional, considerando a margem de erro, foram confirmados nas urnas. O médico. Nelson Montoro, PSD, venceu as eleições deste domingo com 42,6% dos votos válidos, totalizando 5 391, votos contra 4 679 votos do atual prefeito Mauro Pascoalão, PSB, que somou 36,50% dos votos válidos. A candidata Renata Sant’Anna, PHS, obteve 21,44%  o que representa 2 748 votos. Segunda a pesquisa, Montoro teria 40,2%, Maurinho 33,6% e Renata  26,2%, rigorosamente, dentro da margem de erro da pesquisa, de 4,8$.

Nos últimos dias, a única pesquisa registrada e com autorização da Justiça Eleitoral para divulgar seu resultado foi a da Tática, Consultoria e Pesquisa, que colocou o médico Nelson Montoro (PSD) na frente com 40,2% das intenções de votos, Maurinho com 33.6% e Renata 26,6%, considerando-se apenas os votos válidos, em simulação estimulada, com margem de erro máximo de 4.8% e confiabilidade de 95%. O trabalho de campo foi realizado nos dias 16 e 17, registrado no TER sob o número 02035/16, de responsabilidade do estatístico Diego de Carvalho Camacho.

Impugnações

A pedido da coligação Monte Aprazível de Corpo, Alma e Coração, assinado pelo advogado José Roberto de Carvalho, a Justiça Eleitoral proibiu a divulgação dos resultados de pesquisas de intenção de votos em Monte Aprazível, registradas pelas empresas Full Marketing e Pesquisas, Quality Pesquisas e Assessoria Empresarial e Jornal Folha Norte Sul. O pedido da coligação do candidato Nelson Montoro (PSD) convenceu a Justiça ao demonstrar os fortes indícios de ação fraudulenta com vistas a manipular e ludibriar o eleitor.

A Justiça Eleitoral negou à coligação que teve como candidato Mauro Pascoalão (PSB) pedidc de liminar para impedir que o jornal A Voz Regional divulgasse pesquisa de intenção de votos em Monte Aprazível.  Os números da pesquisa publicada por A Voz Regional, considerando a margem de erro, foram confirmados nas urnas.

Segundo o advogado Betão de Carvalho, a Full e Qaulity são assistidas pelo mesmo estatístico, Augusto da Silva Rocha, o pedido de registro de ambas as empresas são idênticos e na mesma data; os questionários também contêm perguntas idênticas; a empresa Quality Pesquisa, embora com endereço da sede na cidade de São Paulo, em seu  CNPJ,   consta telefone com numero (18) 9618-8594,  área de Presidente Prudente, cidade sede da Full, as empresas não possuem registro no CONRE da 3ª Regiao – Conselho Regional de Estatística.

O advogado elenca ainda falhas técnicas contidas no plano de sondagem de campo apresentado a Justiça e a suspeita de que as empresas foram criadas para dar continuidade ao trabalho fraudulento de empresa extinta, o Instituto de Pesquisa Realidade, que tinha sede em Presidente Prudente e tinha como diretores o casal Otílio e Rose Mary Araújo, diretores das atuais Full e Qauality. A empresa Realidade deve ter sido fechada em virtude das dezenas de ações judiciais, condenações e multas nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

José Rpberto observa ainda que a Quality foi constituída no dia 19 de setembro, uma semana antes de protocolar o registro da pesquisa em Monte.

Folha Norte e Sul

Para impugnar o registro da pesquisa do jornal Folha Norte Sul, o mesmo que, em pesquisa anterior apontou Renata Sant’Anna na frente dos concorrentes, argumentou que a referida empresa “é famosa no ramo de fraudes,   velha conhecida da  Justiça Eleitoral, onde há um rol extenso de representações em dezenas de cidades, sendo que, na maioria das representações, os  impugnantes tiveram  êxito,  tanto na concessão de liminares, bem como na sentença de mérito, com a condenação de suspensão da entrega de material (jornal), proibição de publicação/divulgação,  e   pesadas multas por fraudes.” O advogado argumenta ainda que a empresa faz autocontratação, promove pesquisas simultâneas em centenas de cidades e indica custo zero para a  realização delas, o que é pouco provável de acontecer para uma empresa com capital registrado na Junta Comercial de apenas R$ 20 mil.

A Justiça Eleitoral foi convencida pelos argumentos e determinou a não divulgação. Diante da decisão, as três empresas desistiram da pesquisa, pois o pedido de registro desapareceu do site do Tribunal Regional Eleitoral.

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