Pedreiro de Monte Aprazível captura e cria abelhas dentro de casa

É na área interna da casa e num pequeno espaço do quintal, em Monte Aprazível, que Valdecir Esbrissa encontra o doce sabor de mel e uma das maiores diversões do seu dia. O servente de pedreiro de 49 anos cria abelhas desde a adolescência, época em que morava no sítio e as formas de obter o mel sempre foram sua paixão.
No sítio, sempre foi criador da espécie Europa, que contém o ferrão e pode ser perigosa para aqueles que têm alergia, porém produzem mais mel do que as abelhas Jataí, que não oferecem risco. Dos tempos do sítio veio pra cidade o gosto pelo mel e a paixão por criar abelhas.
“Sempre gostei, pois é algo que envolve um monte de coisas como criar numa forma de atrair elas, tirar o mel, fazer novos enxames, você passa o tempo e ainda tem o mel”, comenta o criador que possui atualmente cinco enxames de abelhas Jataí na sua casa. Valdecir comenta ainda a diferença entre as espécies “A Jataí que tenho em casa é mais mansa e não tem ferrão, ou seja, não faz mal pra ninguém, porém as da espécie Europa produzem mais mel”.
Com apenas um pouco de cera de outras abelhas, álcool e uma garrafa pet, ele desenvolve a isca para a captura dos enxames. “Derreto a cera, que contém o feromônio, hormônio sexual, da abelha, e espalho numa garrafa pet, deixo tudo escuro para atrair as abelhas e depois consego transferir as abelhas para um caixote definitivo”, explica Valdecir.
Depois de três anos com a criação em sua casa, Valdecir já possui cinco enxames, que produzem aproximadamente um litro de mel, segundo ele. “Este ano, esta que tenho aqui em casa estão até produzindo pouco, mas sempre tenho umas coletas boas, difícil eu ficar sem mel aqui, até mesmo porque tenho outros enxames no sitio”.

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Sobre o fato de ter abelhas dentro de sua casa, ele se mostra animado, principalmente pelo fato delas não oferecerem risco a saúde dele e se tornarem uma companhia agradável. “É algo que te atrai o dia inteiro, chego do serviço já vou dar uma olhada para ver se as iscas pegaram, vou dar manutenção em algo, sempre tem algo para fazer”, comenta Valdecir.
Com uma produção satisfatória até o momento, Valdecir só lamenta não ter mais tempo disponível para lidar com a fabricação de caixotes, onde as abelhas convivem e produzem o mel. “Cada caixote tem as suas divisórias, um espaço para os filhotes ficarem, outro para as abelhas fabricarem o mel, e isto demanda tempo para confecção e também um pouco de dinheiro”.
O servente comenta ainda: “Na verdade, isto é uma diversão que acabou virando um ideal de vida e quem sabe, num futuro próximo, eu consiga viver somente disto”. Atualmente, ele só repassa o mel para conhecidos ou pessoas que o procuram na casa dele para adquirir o produto.

Criação no sítio
Além dos enxames que possui na sua casa, Valdecir e o restante da família, também investiram na criação de abelhas Europa na propriedade da família. A produção artesanal já rendeu bons litros de mel e motivam a família, irmãos tios e sobrinhos que realizam a manutenção semanalmente. No último final de semana, a família foi até a propriedade para retirada do mel que rendeu aproximadamente 80 litros, somando a produção dos últimos doze meses.
“Criação de abelha é algo que a minha família sempre gostou, pai, irmãos, sobrinhos, é gostoso, além de nos divertirmos também conseguimos um pouco de dinheiro extra”, afirma Valdecir. Após a retirada dos favos de mel da caixa, é preciso fazer a limpeza do mel, além do armazenamento.
“Tem que ter um pouco de coragem, pois são muitas abelhas que ficam em volta e mesmo com a roupa de proteção, assusta um pouco, mas é gostoso quando você vê o resultado final”,comenta com bom humor. “Eu mesmo não utilizo mais açúcar em casa, somente o mel e depois de armazenado, ele não tem prazo de validade mesmo, ou seja, é gostoso e prático”, brinca Valdecir.

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