Calor aumenta e bombeiro alerta sobre os riscos de afogamentos e raios

Diante de tantos perigos, Corpo de Bombeiros da dicas de cuidados em dias de pancadas de chuvas, e para nadar em represas, lagos e piscinas da região

Caracterizado pelos recordes de temperatura e pelas fortes chuvas, o verão brasileiro proporciona um ambiente pra lá de propício para as descargas elétricas naturais devido à potente combinação do calor com a umidade.

Para se ter uma idéia, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 315 bilhões de raios que caem no mundo inteiro anualmente, 100 milhões são registrados no Brasil, especialmente na região sudoeste.

Diante de tanto perigo, alguns cuidados especiais são fundamentais para evitar acidentes que podem render prejuízos, além de colocar em risco a vida das pessoas.

O subtenente Manoel de Oliveira, comandante da Base de Bombeiros da cidade de Tanabi, orienta que durante as tempestades quem estiver na rua deve procurar um abrigo o mais rápido possível. “Nesta hora, vale a pena entrar no carro ou ficar sob a proteção de prédios, casas ou instalações subterrâneas, lembrando-se de ficar longe de tomadas da rede elétrica, metais e da água, que são grandes condutores de energia. Contudo, caso não haja outro meio, o ideal é ficar no chão, com as mãos na nuca e os pés juntos”.

Ainda segundo o bombeiro, os banhistas que estiverem curtindo um dia de praia ou piscina, devem abandonar o mar, a areia ou a piscina assim que perceberem a mudança de tempo e a formação de um temporal.

Para as pessoas que estiverem dentro de casa, a recomendação é retirar todos os eletroeletrônicos da tomada para evitar que queimem, só tomar banho depois que a chuva passar e ficar distante das janelas. De Oliveira orienta também a não utilizar telefones com fio, por serem condutores de energia, e nem celulares que estiverem carregando,

Afogamentos

O calor aumenta a proximidade das pessoas junto a água, nadando em piscinas, rios e represas, andando de barco, com o intuito de se refrescar. Contudo, segundo Manoel, o inesperado pode acontecer e ocorrer um afogamento. “Mais da metade das pessoas que se afogaram em recreação não tinham intenção de entrar na água no primeiro local que encontraram Por isso, seguem algumas dicas de segurança”.

De acordo com o bombeiro, brinquedos infláveis ou meios de flutuação de plástico, anéis de borracha ou colchões de ar não são coletes salva-vidas. “Eles não devem ser usados nesse sentido. Muitas pessoas morrem afogadas todos os anos porque caem ou escorregam deles, após terem caído em águas mais fundas”.

Ele orienta que crianças pequenas, que não saibam nadar, não devem ser deixadas sozinhas na praia, na beira de rios, lagos ou piscinas. Diz que é importante manter distância de pedras e bocas de rios e nunca entrar na água com profundidade desconhecida. “Verifique se a superfície da área é limpa para nadar e flutuar ou se há objetos submersos. Nunca entre na água após as refeições. Quando estiver em um rio ou lagoa como somente alimentos leves e beba moderadamente. Desta maneira não terá congestão e nem perderá o equilíbrio”.

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