Monte vai pagar R$ 345 mil a Santa Casa; Em Tanabi negociação tem como base R$ 220 mil

As santas casas de Monte Aprazível e Tanabi, responsáveis pelo atendimento de pronto socorro nas duas cidades, alegam viver em penúria financeira e por conta disso vivem em litígio comercial com as prefeituras, responsáveis pela principal fonte de recursos delas. Os dois hospitais dizem prestar cerca de cinco mil procedimentos, no caso de Tanabi, exames incluídos, serviços de valor estimado pela Diretoria Regional de Saúde do Estado, segundo a assessoria de imprensa de Tanabi,  em R$ 170 mil.

Em Monte Aprazível, na última quinta-feira, o prefeito Nelson Montoro (PSD) fechou um acordo com a diretoria do hospital em que elevou o valor da subvenção para o pagamento dos serviços de R$ 245 mil, destinado por seu antecessor no orçamento, para R$ 345 mil, o que totaliza  R$ 4,1 milhões no ano. O contrato terá validade por 90 dias, quando prefeitura e Irmandade da Santa Casa voltam à mesa de negociação para confirmá-lo ou pactuar nova cifra.

A elevação do valor em R$ 100 mil mensais depende da aprovação da Câmara que deve votar a suplementação nos próximos dias. Na mesma tarde de quinta-feira, a convite do vereador Gilberto dos Santos (PDT), diretores da Santa Casa expuseram aos vereadores a situação financeira da entidade.

“Acertamos passar um valor para Santa Casa, para desafogarem o momento complicado que estão passando e assim continuarem atendendo a população. Estamos fazendo o que é possível para não deixar a população sem atendimento médico, tanto na rede municipal, quanto no hospital que ampara os pacientes do nosso município”, declarou Montoro.

Tanabi

Ao término das eleições, as relações entre o prefeito eleito Norair Cassiano da Silveira (PSB) e provedoria da Santa Casaa local ficaram tensas. O hospital ameaçou suspender o atendimento caso não recebesse um aumento substancial no repasse de R$ 220 mil. O prefeito emitiu sinais claros de que não se dobraria a pressões e rebateu em entrevista a A Voz Regional afirmando que assumiria o serviço de pronto socorro. Os ânimos foram serenados pelo Ministério Público que ameaçou ambas as partes com multa diária caso houvesse suspensão no atendimento. Segundo a DRS, hospitais com convênio com o Estado, como são as Santas Casas, estão impedidos de interromper atendimento, sob pena de suspensão do convênio.

Norair deve manter sua proposta de R$ 220 mil mensais e se comprometeu a agilizar os atendimentos nos Postos de Saúde da Família do município para diminuir o fluxo de pacientes para a Santa Casa. Mesma preocupação foi sinalizada pelo prefeito Montoro, em Monte.

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