Crime ambiental: árvore é atacada com herbicida e vai morrer em dias

Eis a crônica de uma morte anunciada. A árvore da espécie canelinha, plantada na esquinas das ruas Brasil com 26 de maio, vai morrer em dias por ação criminosa. Ela está definhando, emite sinais claros do envenenamento de sua seiva, de sua incapacidade de realizar  a fotossíntese, fenômeno  botânico pelo qual todo o ser vivo verde captura da atmosfera o nocivo gás carbônico e nos devolve o oxigênio puro.

A espécie tem por volta de 80 anos, foi plantada na primeira iniciativa de urbanização da cidade, quando a Brasil se chamava Rua João Pessoa. Resistiu a todo esse tempo oferecendo sombra nas tardes senegalesas, camuflou furtivos beijos enamorados em noites de luar, mas não resistiu ao letal Tordon.

O Tordon é um herbicida muito utilizado na agricultura no controle de ervas daninha, diluído em água. É o único usado, pela eficiência, nas ações ambientais criminosas, quando o tronco da árvore é ferido por instrumento perfurante e o veneno introduzido puro no local. O criminoso ambiental da canelinha fez uso de uma furadeira, em dois pontos da árvore (foto).

Há uns dias, foi instalado na calçada oposta à da árvore um painel eletrônico de propaganda. A canelinha encobria as mensagens publicitárias do Painel, mas não deve haver nenhuma relação de causa e efeito entre o painel e o crime. Afinal, um profissional da propaganda não iria produzir tão desastrado marketing para promover seu negócio.

Categorias: Cidades,Meio ambiente,Monte Aprazível