OAB cria comissão da Mulher Advogada para discutir com a sociedade formas de diminuir a desigualdade de gênero

Carla Borges Hernandes assumiu a presidência da Comissão da Mulher Advogada que tem como objetivo contribuir para diminuir desigualdades de gênero e para isso vai buscar parcerias públicas e privadas

A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Monte Aprazível empossou na semana passada, na sede da entidade, a Comissão da Mulher Advogada. Carla Fernanda Borges Hernandes assumiu a presidência da comissão garantindo que serão firmadas parcerias com entidades assistenciais, policiais e judiciárias do município no sentido de levantar as reais necessidades da mulher em Monte Aprazível a fim de desenvolver projetos que garantam direitos das mulheres, sejam elas advogadas ou não.

Carla explica que “a Comissão da Mulher Advogada é parte integrante dos projetos da OAB Nacional e tem por objetivo atuar não só a frente das prerrogativas da mulher advogada, mas também estender a atuação da comissão para o bem comum de todas as mulheres da comunidade através de mecanismos de conscientização e amparo”.

A advogada diz que em Monte Aprazível “no intuito de favorecer a plena inserção da mulher na vida social, econômica, política e cultural buscará através de campanhas, parcerias e demais iniciativas alcançar a valorização, respeito e cuidado com a mulher na sociedade. Para começarmos a desenvolver esses trabalhos – diz – a comissão, juntamente com entidade assistenciais, policiais e judiciárias, fará um estudo das reais necessidades da mulher no município”.

Mas, além disso, Carla diz que serão desenvolvidas também as atividades constantes no cronograma dos projetos da Coordenadoria Regional da Mulher Advogada da 7ª Região, que envolvem  programa de atenção à gestante em estado de miséria, palestras de conscientização à igualdade de gênero nas escolas municipais, atendimento especializado a mulher vítima de violência, palestras de conscientização da atuação feminina no mundo jurídico para acadêmicos de Direito e estudo e desenvolvimento do projeto Constelação Familiar, entre outros”.

Indagada sobre como vê a situação da mulher em Monte Aprazível quanto a trabalho, violência doméstica e discriminação, Carla diz que, “apesar de toda a atenção e trabalho realizado pela prefeitura e órgãos responsáveis no município, entendo que ainda exista a necessidade de atuação desde a conscientização do papel da mulher na sociedade e sua valorização desde a formação da criança, até o dia a dia dos adultos, uma vez que só com a mudança de consciência será atingida a mudança de comportamento e a redução dos índices de violência e discriminação”.

Ela diz que através do exercício profissional tem conhecimento de que a mulher é vítima de violência ou de algum tipo de assédio, independentemente de classe social. “A mulher ainda se sente constrangida quando precisa buscar medidas protetivas necessárias, e muitas vezes se submete até mesmo a situações de risco por não ter coragem de buscar ajuda, e isso independente da violência que ela sofre, seja física, psicológica ou emocional, entendemos que muito já foi conquistado, entretanto ainda há muito a ser construído. As mulheres precisam ter voz, é preciso mudar paradigmas e isso não se relaciona com feminismo e sim com igualdade e equidade entre homens e mulheres”, encerra.

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