Agências de viagens “voam” para bem longe da crise

O desemprego, queda no poder aquisitivo dos salários, baixa atividade econômica e nem mesmo a alta das moedas como dólar e euro estão barrando os viajantes turísticos. As agências de viagens “voam” e “rodam” pelo Brasil e pelo mundo sem medo das amarras da crise econômica que com tanta turbulência tem assombrado empresários e trabalhadores brasileiros.

A empresária Flavia Cristina Ciapina, agente de viagem com um currículo de 20 anos e há cinco se dedicando ao próprio negócio, a Live Tours, em Tanabi, afirma que o setor está longe da crise. Ela estima que o seu negócio cresceu 30% no primeiro semestre do ano, com potencial de crescer ainda bem mês a partir deste mês, com férias de julho, feriado nacionais e religiosos prolongados e a a alta temporada de final de ano.

Flávia aponta a estratégia dos setores hoteleiro, de transporte e de agentes,  adotada nos últimos anos, como fator fundamental para a atração da clientela. “Hoje, o turista não tem o perfil de antigamente. Todo muito pode viajar graças às opções para todos os orçamentos e as facilidades e formas de pagamento. Dá para parcelar em 10, 12 vezes, através de boleto, cartão de crédito e outras formas”, explica ela. A empresária aponta ainda o fato de que cada vez mais famílias dão atenção ao planejamento das finanças e aponta que muitos de seus clientes são trabalhadores assalariados, especialmente, de usinas e destilarias que se programam o ano todo para rever as famílias em outros estados.

Além das facilidades monetárias, se viaja mais, segundo ela, pela ampliação da oferta temática, como o turismo religioso profissionalizado, ecológico, de convenções e feiras empresariais, palestras profissionais, excursões para grupos de interesses afins, shows, exposições artísticas. “Os agentes também estão muito mais profissionais,  o que é uma garantia de segurança e comodidades para o viajante, para o turista”, diz ela citando ter clientes, todos os dias, “em alguma parte do mundo seguro de que onde estiver tem o apoio da equipe da Live Tour, a qualquer hora, de dia, de noite e nos finais de semana para dar suporte em qualquer situação.”

Flávia diz que a Live Tour tem pacotes abertos para este e todo o ano que vem e que não há lugares em alta ou em baixa, principalmente, no Nordeste brasileiro. “Lá (Nordeste) em qualquer  estado é Verão o ano todo, se a procura por um for maior é em função do preço, mas de forma geral a procura é grande para todos.” Apesar da grande procura pelo turismo interno, segundo Flávia, mesmo com dólar e euro em alta, não houve diminuição da procura por destinos nas Américas e Europa, “porque as viagens são planejadas com antecedência”, conclui a empresária.

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