Comércio da região aposta nas datas comemorativas

O comércio varejista espera um segundo semestre economicamente melhor do que o primeiro, mais em função das datas comemorativas, que são em maior número, e na folga dos compromissos que o consumidor tem no primeiro semestre, como IPVA, IPTU e material escolar do que na discutível retomada econômica.

As vendas que demonstraram algum vigor em abril e maio, interromperam a tendência com o noticiário político a partir das revelações do empresário Joesley Batista, seguidas das denuncias da Procuradoria Geral da Republica para processar o presidente Michel Temer e as discussões do Congresso sobre a autorização para o processo.

Os presidentes das associações comerciais de Monte Aprazível e Tanabi, Jurandir Longo e Miler Veiga Oliveira, dizem que diante da crise política é difícil prever as projeções para o segundo semestre, que habitualmente costuma ser economicamente melhor do que o primeiro em razão de maior número de datas comemorativas e da folga do consumidor, que não tem mais os compromissos com IPVA, IPTU e material escolar.

“A gente não sabe precisar por causa da instabilidade política – diz Jurandir Longo, da Associação Comercial e Industrial de Monte Aprazível – se o Temer continuar, a economia está melhorando, pois ele tem uma equipe econômica muito boa, mas se ele sair ou perder o apoio político e a crise política se aprofundar, certamente afetará o comércio. Mas é difícil prever”.

Miler Veiga Oliveira, presidente da Associação Comercial e Industrial de Tanabi, diz que “não se tem muitas expectativas para o segundo semestre, embora ele sempre foi melhor que o primeiro, mas nesse ritmo de dificuldade que vem vindo, a instabilidade política gera muita insegurança nos consumidores. O camarada já não quer  mais fazer compras em longas parcelas porque tem medo do que vai acontecer no futuro. Não acredito numa piora, mas num pequeno crescimento em razão das datas comemorativas do segundo semestre que favorecem as vendas”.

Maria de Lourdes Ancelmo Pacheco, proprietária da Calçados Pacheco em Tanabi, diz que “a economia tem demonstrado um aquecimento, não sei se por causa da mudança de estação ou porque está reagindo mesmo, mas sem muita expectativa. No entanto, esta instabilidade política acaba travando o desempenho, se as reformas passarem melhoraria, pois elas se fazem necessárias e tem essa questão das denuncias contra o presidente, mas nossa esperança é que melhore, pois apesar de tudo o que vem acontecendo nós empresários temos perseverado”.

Giuseppe Maset Junior, proprietário da Matriz Móveis em Monte Aprazível,  acha que enquanto houver crise política dificilmente vai haver crescimento “porque dos grandes aos pequenos empresário ninguém quer investir com medo da situação, diante dessa incerteza política. Acho que só haverá um crescimento real se o governo conseguir se estabilizar no poder ou se houver novas eleições, porque o Brasil está pronto para crescer novamente, só não está deslanchando por causa dessa crise política. Eu penso que o pior da crise econômica nós já passamos, mas tem que ter estabilidade política e nós que temos comércio ficamos sempre na expectativa de uma melhora no segundo semestre, porque é o segundo semestre que salva a gente, porque não tem mais aqueles gastos obrigatórios com IPVA, ITPU e material escolar”, encerra.

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