Norair diz que vai criar 1.000 empregos em quatro anos; Montoro promete 100 em quinze dias

Meta de Norair é criar 1.000 empregos em quatro anos com distrito industrial; Montoro espera contar com 100 pra já

Os prefeitos de Tanabi, Norair da Silveira (PSB), e Nelson Montoro (PSD) estão se movimentando, depois de oito meses de mandato, para tentar reverter o drama da falta de vaga de emprego em seus municípios. Norair adiantou para A Voz Regional que está concluindo o seu plano de desenvolvimento econômico e deve anunciá-lo, oficialmente, em breve. O mesmo deve fazer Montoro que, num golpe de sorte, lhe caiu nas mãos uma área revertida para a prefeitura que, na gestão (2005/2008) do ex-prefeito Wanderley Sant’Anna, vendeu para uma incorporadora do grupo Scamati, envolvida no escândalo da Máfia do Asfalto, e que pode ser usada na geração de emprego

O processo do distrito industrial em Monte Aprazível deve começar a ser pensado pelos setores técnicos da prefeitura nos próximos dias, mas o prefeito se movimenta para a criação de empregos já. Juntamente com o vereador Gilberto dos Santos (PDT), Montoro se reuniu na última semana com representante da empresa DSEM, especializada na área de caldeiraria e metalúrgica, atualmente em Mirassol. Durante a reunião, representantes do executivo, legislativo e da empresa, trataram da instalação da firma no município.

Para a instalação da empresa, a prefeitura irá conceder, por meio de aluguel, um barracão atualmente desativado. A intenção, segundo o responsável pela empresa, é de, futuramente, adquirir uma área permanente no município.

O prefeito se mostrou animado com a vinda de uma indústria para o município. “Queremos contar com a empresa e vamos ajustar os detalhes para que eles comecem as atividades o mais rápido possível e assim gerar emprego para as famílias de Monte Aprazível”, comenta o prefeito.

Ainda de acordo com o prefeito, o incentivo para que grandes, micro empresas, se instalem no município é fundamental para a saída da crise e aquecimento do emprego. “Não só esta, mas já conversamos com outros empresários, solicitei que venham conhecer Monte Aprazível e tragam os seus produtos para serem confeccionados aqui e empregar a nossa população.”

De acordo com Gilberto dos Santos, um dos responsáveis pela reunião, a instalação da caldeiraria trará inúmeros benefícios. “Além da geração de empregos, que neste momento é fundamental, nós melhoramos também a arrecadação de recursos que serão revertidos em serviços para população.”

Segundo Ernildo Basílio da Rocha, responsável pela empresa, Monte Aprazível atende a sua demanda. “Por trabalhar com máquinas pesadas, a nossa empresa necessita de uma área maior e pelo que vimos e estudamos nos últimos dias, o distrito industrial aqui de Monte pode atender esta nossa demanda.”

Ainda de acordo com o empresário “Além da geração de empregos direta, o município também acaba recebendo os benefícios indiretos a curto, médio e longos prazos também. Estamos confiantes de que esta vinda para Monte Aprazível será benéfica para o município e para nós”, afirma ele.

A expectativa é de que sejam gerados, inicialmente, em torno de 100 empregos.

Tanabi 

Ao terminar seu segundo mandato como prefeito, em 2004, Norair adquiriu uma área de 50 mil metros quadrados para a implantação de um distrito industrial. Passaram-se 12 anos, sem que seus sucessores, José Francisco de Mattos Neto e Bel Repizo, tocassem o projeto. “Foram 12 anos e nada foi feito. Estamos vivendo um sério problema de desemprego, talvez menos severo que de outros municípios porque Tanabi tem uma economia muito estabilizada, com os setores de móveis, calçados e alumínio muito estruturados e eu penso viabilizar imediatamente o Distrito para criar pelo menos mil empregos até o final do mandato. Aí seremos uma Califórnia”, entusiasma-se o prefeito.

Mas Norair tem pressa e garante que até o final do ano quer ver a primeira empresa instalada no Distrito. A ideia é estabelecer na área entre 15 e 20 empresas, em lotes de tamanho variáveis ao projeto de área construída. Para cada metro de área construída, o empresário terá mais 100% de pátio,

Esse tipo de acerto, na prática, pode ficar diferente. Não é possível fazer a doação da área diretamente ao interessado, a lei só admite através de licitação pública. Para contornar a obrigação, o interessado expõe seu projeto e a prefeitura coloca a área em licitação. Dessa forma, fica descartada uma licitação global da área, os lotes serão alienados individualmente, à medida que o interesse surgir. “Ainda não temos a fórmula, tudo está sendo avaliado”, ressalva ele.  A providência imediata é a regularização fundiária da área e o processo de liberação nos órgãos ambientais.

A pressa é tanta que Norair admite que as empresas possam ser instaladas sem a conclusão da infraestrutura. “Estando tudo regularizado, vamos tratar de levar energia no local, asfalto e esgoto podem ser feitos depois”, ponderou;

O projeto, porém, vai ser tocado por uma secretaria, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a ser criada; A secretaria vai ficar responsável pela criação da lei que vai regulamentar todo o processo e de um conselho consultivo e deliberativo que terá a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento da lei e tomar decisões, de acordo com o estatuto que definirá suas funções e atribuições.

A pressa dos dois prefeitos é bastante pertinente dada a situação dramática do trabalhador. Mas, a cautela é ainda mais recomendada, a julgar pelo atual Distrito Industrial de Monte Aprazível, uma empulhação que gera muito lucro imobiliário e meia dúzia de emprego e é objeto de investigação na Câmara.

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