Walter Spolon: Bailes da vida

Os bons tempos estão voltando!

Ah, amigo, infelizmente não é nada disso. Podem perguntar a quem quiserem. A resposta será sempre a mesma: Passou, passou!

Hoje, ainda existe muita coisa boa e, boa parte delas, copiadas do passado.

Entretanto, há coisas que ninguém consegue reviver.

Os Carnavais, por exemplo. Dá para comparar com o que temos hoje? As marchinhas, as fantasias, a alegria do povo, os bailes, o lança-perfume, o confete, a serpentina, o Rei Momo, a Rainha do Carnaval … Tudo era alegria, a animação contagiava a todos!

É Carnaval? Então, pare tudo que está fazendo. Venha para os salões, para as ruas, para os blocos. Solte-se, é tempo de alegria.

Monte Aprazível fez questão de levar tudo isso a sério. Os Carnavais do Aprazível Clube, do Centro Operário XV de Novembro, os desfiles das Escolas de Samba “Estação Segunda da Goiabeira” e a do Lamartine, além do desfile dos carros alegóricos e blocos, marcaram época.

Ah! Bons tempos!

Até nos esportes nossa cidade fez bonito: O GEMA, O XV, o Aprazível, o Barreirense e tantos outros. Também as equipes de Volei, Basquete e Futebol de Salão, da Quadra da Sede Pio XII, levantavam a galera e tornaram nossa cidade mais conhecida em toda a região.

O Aprazível Clube era o centro das atenções. Além dos Bailes de Carnaval, tivemos vários Bailes de Debutantes, que contaram com a presença de atores da TV: Flávio Galvão e Antonio Fagundes.

Não nos esqueçamos dos Bailes Branco, além da apresentação de Orquestras famosas e cantores de sucesso, como: Jair Rodrigues, Luiz Ayrão, Sylvio Britto, Francisco Egydio, Luís Vieira, e de atores famosos do teatro, como Cleyde Yaconis e Juca de Oliveira, sem falar do teatro local, com a peça “O Noviço”.

Mas, isso não é tudo!

Durante vários anos, se não me falha a memória, de 1968 a 1972, o Rotary Clube de nossa cidade realizou as famosas “Festa da Cerveja”. Para tanto, uma parte do jardim era cercada por tábuas, na frente do Clube. Era a festa do ano. Milhares de pessoas participavam. O ingresso era uma Caneca personalizada e trabalhada, toda decorada para a festa.

Essas canecas eram vendidas com antecedência em toda a região, pelo Rotary Clube local, organizador desses eventos. Eram vendidas antes já prevendo o enorme sucesso.

Se tem chopp e cerveja, é Festa! A animação era incrível, sempre movida pelo líquido dourado.

Uma loucura!

Essas festas se tornaram mania em todo lugar. Cada cidade procurava fazer uma caneca mais bonita que a outra.

As Festas da Cerveja que, na realidade eram do Chopp, sempre abrilhantadas por Conjuntos Musicais Típicos, com os músicos vestidos a caráter. Em nossa cidade era o Conjunto do Nininho, acompanhado pelo Élcio, Wilsinho, Toninho da Bicicletaria, Mauri, Gonha, Neguinho, Roberto Venâncio, Écles Rodrigues e vários outros.

Muita gente colecionava canecas de cidades de toda a região.

Era comum, nas salas das casas, a presença de inúmeras canecas de várias festas, expostas como se fossem verdadeiros troféus.

Quanta cerveja e quanto chopp passaram por essas canecas!

Nas fotos, mostramos alguns dos modelos de caneca de nossas festas, que são guardadas com muito orgulho!

Bons tempos!  Você já imaginou uma Festa da Cerveja nos dias de hoje? Que loucura!

PAUSA:

Estamos sentados à beira da represa, contemplando um dos locais mais bonitos e acolhedores de nossa cidade. Um presente, uma dádiva deixada pelo saudoso Lavínio Luchesi. E é aqui, nesse lugar mágico, que passamos um pedaço do filme de nossas vidas, do nosso passado…

Às suas margens, incorporando a natureza, você revive e sonha com tudo de bom que nossa cidade já teve e que todos nós vivemos!

Uma pena que tudo tenha ficado no passado. Mas, felizmente, ainda temos um lugarzinho na memória.

Talvez seja por isso, que repetimos sempre:

“Recordar é viver…”

EM TEMPO: Na semana passada esqueci-me de citar o “FUFUCA”, nada mais nada menos do que o Presidente da Câmara dos Deputados, em exercício. Seria cômico, se não fosse ridículo! Desculpe nossa falha, nobre Deputado, como os demais, um dos “grandes defensores do nosso povo”!

Ah! Na pia batismal, ele recebeu o nome de Aracínio Chaves Chaves. Desde então, um homem cheio de chaves!

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