Vereador João Célio está em campanha “de porta em porta” para concluir Casa de Apoio de Barretos

Avaliada em R$ 1,5 milhão, obra precisa de apenas R$ 180 mil receber pacientes com câncer

Há nove anos, Monte Aprazível e outros onze municípios do baixo Tietê começaram uma cruzada para a construção de uma casa de apoio aos pacientes que fazem tratamento contra o câncer em Barretos. Decorrido todo esse tempo a casa, que possui 700 metros quadrados  e 18 apartamentos, está quase concluída, faltando apenas a colocação de piso e pintura interna. A conclusão da obra está orçada em R$ 180 mil e o vereador João Célio Ferreira, que assumiu a coordenação da arrecadação em Monte Aprazível, lançou a campanha “A Solidariedade é um Ato Humano que Conforta”.

Para construir a Casa de Apoio de Barretos, os municípios de Monte Aprazível, Nhandeara, Monções, Floreal, Auriflama, Lourdes, Magda, Macaubal, Sebastianópolis do Sul, Nova Luzitânia, Santo Antônio do Aracanguá e Guzolândia montaram uma associação, através da qual cada município doa recursos proporcionais à sua população.

Dessa forma foram obtidos os R$ 48 mil para a compra do terreno que fica a 120 metros do hospital de câncer de Barretos e os R$ 489.496,73 empregados na obra que possui dois andares e onde foram construídos 18 apartamentos, com banheiros, cada apartamento com capacidade para 4 pessoas, 2 banheiros coletivos, sala de televisão, sala de recreação, refeitório, copa, cozinha, lavanderia e recepção.

João Célio informa que só o terreno onde a Casa de Apoio foi construída está avaliado atualmente em R$ 300 mil e a obra, até o estágio em que se encontra, está avaliada em R$ 1,5 milhão. Tem municípios que se manifestaram favoráveis à compra da obra, “mas ela não está à venda, com a graça de Deus e a colaboração da comunidade, conseguiremos concluí-la.”

Recentemente houve mudança na diretoria da Associação da Casa de Apoio de Barretos dos municípios do Baixo Tietê e a esposa de João Célio, Patrícia Assad Rodrigues Ferreira assumiu a presidência da entidade. O intento da dupla é finalizar a obra o mais rápido possível. “Até maio a cota de Monte Aprazível era de R$ 107.335,54, mas Monte só havia depositado R$ 101.121,47. Considerando que as despesas da Casa de Apoio são divididas pelo número de habitantes de cada um dos 12 municípios, Monte Aprazível foi o que depositou mais recursos, por isso temos interesse que a casa de Apoio seja concluída o mais rápido possível para ser disponibilizada à nossa população”, diz.

Os R$ 180 mil necessários à conclusão da obra deverão ser levantados com a generosidade da comunidade. João Célio diz que pretende pedir à população, “batendo de porta em porta, fazendo bazares, rifas, quermesses, jantares e campanhas como a que está em curso denominada A Solidariedade é um Ato Humano que Conforta”.

João Célio recorreu também a clubes de serviço, como o Rotary e a maçonaria, para auxiliá-los nessa empreitada, já que ele é bastante ocupado com suas atividades como presidente da Câmara de Vereadores de Monte Aprazível, proprietário de floricultura e de um restaurante que fornece marmitas e ainda como administrador de um sítio da família.

João Célio se diz satisfeito com o desenvolvimento da campanha de arrecadação para a conclusão da obra da Casa de Apoio. Diz que as pessoas são bem receptivas, que “dão muita atenção e estão contribuindo cada qual com sua capacidade de doação. Qualquer valor é bem vindo. Estamos distribuindo folders para as famílias e para os amigos de modo a obtermos os R$ 180 mil para a conclusão da obra, já que até agora não obtivemos nenhum apoio da prefeitura. As prefeituras dos demais municípios eu não sei informar, mas da prefeitura de Monte nesses 9 anos só tivemos promessas”, queixa-se.

A Casa de Apoio, segundo João, foi projetada para abrigar de 80 a 100 pessoas por dia, mas que não tem ideia da ocupação mensal porque alguns vão num dia e voltam no outro, outros permanecem por dias seguido em tratamento, “mas nossa ideia é atender toda a demanda”.

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