Walter Spolon: Se

Se você é do tempo em que:

– Para dor de cabeça o melhor era Melhoral, porque é melhor e não faz mal;

– Para dar brilho ao assoalho de sua casa, você usava a Cera Parquetina;

– Para fazer a cera brilhar, você usava o escovão;

– Se você foi da época da grande descoberta para substituir o famoso escovão e já usava as famosas e insubstituíveis Enceradeiras, Arno ou Walita, com uma ou duas hastes, parabéns;

– Se você já teve uma das grandes invenções do homem, isto é, o Televisor à válvula, da marca Bandeirantes que, além de transmitir em Branco e Preto, tinha mais faixas no visor do que imagens;

– Se você é do tempo do Ferro de passar roupa à brasa, parabéns;

– Se você já viajou de trem algumas vezes, para São Paulo, via Engenheiro Balduino, na época em que os mesmos tinham o Vagão Restaurante, que servia até filé mignon e, para chegar a São Paulo tinha que fazer baldeação, isto é, trocar de trem, pois a ferrovia, a partir daí, era bitola larga;

– Se você viajou para ao Paulo, nos modernos e confortáveis ônibus da VAP;

– Se você é do tempo em que Monte Aprazível, após a construção da represa, foi literalmente invadida, infestada por uma onda de “sapinhos” (a cidade toda), e os carros que passavam iam esmagando os coitadinhos;

– Se você é do tempo das Cestas de Natal, que eram vendidas no final do ano, contendo uma garrafa de vinho, tâmaras, nozes, panetone etc etc;

– Se você chegou a tocar na Fanfarra do Capitão e o Fernando Graça era o instrutor;

– Se você participou das campanhas eleitorais, no tempo do “Tostão contra o Milhão”, ou do tempo do “LAGE” ou, ainda do “IP contra o Mais Nem”;

– Se você chegou a viajar de avião no moderníssimo Teco-Teco, com o exímio “Peixe”;

– Se você comeu pastel da Pastelaria do Nelson Barbosa, lá no mercado;

– Se você fazia compras de verduras e legumes na Banca do Antonio Gasques André, o Espanhol do Mercado, pai da Inezinha;

– Se você fazia compras na Casa Soubhia; na casa de secos e molhados do Sr. Jesus de Carvalho; no Mardegan; nas farmácias Faria e Saura; era freguês da Agrotec, da Marilene e Ezuperândio Júlio; comprava queijos no laticínio do Sr. Ernesto Célico; comprava secos e molhados no Dias Martins;  fazia sua fezinha e comprava os bilhetes na Lotérica do Leão; combatia os formigueiros, com as bombas “7M”, dos irmãos Macri;

– Se você era freguês do Escritório do Hélio Marossi e do Manoel Carmona, onde trabalharam o Álvaro Cicotti , o Elivelton Goulart e o Osvaldo Panciera (em 1968) e que, a partir de 1980, Osvaldo tornou-se o Despachante titular;

Se você jogava snooker ou bilhar, juntamente com o Mineiro e o Yuki, no Bar do Spolon, depois do Abílio;

– Se você era usuário dos taxis do Alfredinho, Laguna, Benitez e outros;

– Se você reformou seu carro com o Brambilla;

– Se você reformou a calçada de sua casa e usou os ladrilhos da Fábrica de Ladrilhos do José Agrelli (Zequinha);

– Se você é do tempo do Aprazível Clube, com Everaldo, Jesus e Toninho Egydio;

– Se você é do tempo em que o amigo Policarpo Coletti cavalgava pelas ruas da cidade;

– Se você frequentava o Bar e Restaurante do “Paizão”;

– Se você lia o Jornal “A Comarca”, do Sr. Constantino;

-Se você tomava seu cafezinho, após o jantar, no Bar do Zezinho Leal;

– Se você mandava consertar seu relógio no Betinho, Sinésio Garcia, Marangoni, Joãozinho Freitas, Colacino e tantos outros;

– Se você abastecia seu carro no Posto Garcia, no Alfredo Sanitá e outros;

– Se você foi fã do Carça Larga, Allan e Allin, Nhô Véio e Nhô Moço, Cacique e Pajé e tantos outros;

– Se você perdeu a época dos estudos, mas voltou a estudar no MOBRAL;

Com certeza, você viveu e participou de uma época que deixou saudades. O respeito mútuo, a convivência diária nos tornaram mais solidários, mais fraternos, mais humanos.

Êta tempo bom!!!

Aquilo sim era viver melhor…

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