Saúde está em ação para barrar a leishimaniose em Monte

A leishmaniose em animais e humanos continua na pauta de trabalho do setor de saúde de Monte Aprazível mesmo sem o surgimento de novos casos, limitados a um cachorro, no esforço de tomar todas as providências possíveis para evitar que novos casos venham a ser registrados, segundo o assessor de saúde Nereu Paschoalli.

O assessor diz que a Sucen municipal está fazendo manejo ambiental na região de entorno onde habitava o cão doente que foi sacrificado há cerca de um mês. “Estamos monitorando o quadrilátero entre as ruas Amazonas com a Alagoas e a Presidente Vargas com a Rio de Janeiro, envolvendo aproximadamente 10 quadras – conta – nesses locais as visitas dos agentes são intensificadas com a cobrança de limpeza dos terrenos para eliminar possíveis criadouros do mosquito palha, transmissor da doença”.

Nereu conta que também foi determinada a realização de um inquérito epidemiológico, que consistirá na coleta de material em aproximadamente 200 cães também na região próxima de onde habitava o animal doente. Para esse serviço, segundo ele, será contratado emergencialmente um médico veterinário e a coleta será realizada assim que o Instituto Adolfo Lutz disponibilizar os kits para a realização dos testes, o que deverá acontecer dentro de 10 dias.

O assessor conta ainda que está sendo confeccionado material gráfico para a realização de um cadastro dos cães em toda a cidade “e também material informativo sobre a doença e transmissão que será distribuído para toda a comunidade”.

Como medida profilática Nereu recomenda o encoleiramento dos animais com uma coleira repelente. “Essa é uma recomendação da área técnica que tem surtido efeito bastante positivo na prevenção da leishmaniose”, diz.

Cinomose

Nereu conta que seria realizada no final do mês a campanha de vacinação contra a raiva, “mas em razão de um surto de cinomose relatado pelos profissionais veterinários da cidade, o departamento municipal de Saúde com a concordância da Vigilância Epidemiológica do estado resolveu adiar a campanha para novembro, uma vez que seria temeroso promover a reunião de muitos animais no mesmo local em razão do risco de proliferação da cinomose”.

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