Walter Spolon: A turma da classe

Você, que já tem uma certa idade, deve lembrar-se dos antigos professores, colegas e funcionários das escolas onde estudou, certamente, com muita saudade e carinho.

Quando se comenta com colegas, aqueles bons tempos dos bancos escolares, vêm à memória passagens inesquecíveis, tanto em relação aos alunos, como em relação aos professores e funcionários.

Da época do Grupo Escolar Feliciano Sales Cunha, ainda me lembro do Sr. João Domingos Madeira, o diretor da escola, dos professores Elza de Carvalho, Ariovaldo Teixeira de Carvalho, Odécio A. Junqueira, Clarice Berardo, Dininha Pacca, Lela Genari, Maria da Cruz Bignotti, Neuza Braga, Ana Mantovani, Dona Abigail, Aninha de Assis, Dirce G. Maset, Tetê Faria, Luzia Vieira Luz, Maria Inês Junqueira, Lídia Fogaça, Maria de Mello e muitos outros, além dos funcionários Anércio (Português), Sr. Francisco, pai do Feijão, Paulo Caneleira e da cozinheira, Dona Osvaldina. Quando no 3º e 4º anos, lembro-me desses funcionários, que passavam diariamente nas salas de aula, para colocar tinta nos tinteiros fixos na parte superior das carteiras e que, quando algum colega esbarrava na mesma, era tinta para todo lado.

Ah! Nessa época já podíamos escrever à tinta, isto é, a partir do 3º ano. Nada, ainda, das canetas Parker, Sheaffer ou Bic, até porque esta ainda não existia. Eram canetas de madeira, com a pena em uma das pontas (era a pena “Mosquitinho”), que precisávamos molhar no tinteiro, a cada duas ou três palavras que escrevíamos. Cada vez que a caneta caía no chão, a pena “já era”. Época, também, do mata-borrão. Você se lembra dele?

Eis alguns dos colegas de classe ou da escola: Irineu Castelan, José Carlos Minucci, Laerte Genari, Miguel Maluf, Pedro Teixeira de Freitas, Roberto Ângelo Macri, Alcides Calvo, Antonio Macri, Élzio Barbosa, Rui G. C. Falcão, Régis de Oliveira, Alcides Teixeira de Freitas, Carmelo Ciapina, Jorge Thoma, Nivaldo Stefani, Paulo Miguel Hakime, Sebastião Moisés, Adelino Silveira, Antonio Jesus Avelar, Diaulas Gonçalves, Pedro da Costa Dantas, Luiz Carlos Padilha, Oney de Oliveira Leite e tantos outros.

Não dá para esquecer a merenda: Sopa, todos os dias. E que sopa!

Outra boa recordação é que, ao terminar o 4º Ano, no dia da entrega dos “Diplomas”, após a solenidade, ganhei um presente inesquecível. Minha mãe e eu, ao voltarmos para casa, paramos na Padaria do Simonetti e lá tomamos um guaraná, provavelmente Colleta ou Buratti. Tudo para comemorar minha primeira Formatura! Que alegria!

Há que se destacar, também, a Fanfarra da escola, sob a batuta do Professor Odécio Junqueira. A baliza era a Jussara, filha do Deile Faria.

Depois do Feliciano, o exame de admissão, para poder cursar o Ginásio Dom Bosco, a escola do Padre Nunes. Mais quatro anos se passaram, no convívio diário com os colegas Rubens Coelho, Roberto Macri, Sonia Saraiva, Nereide Troleis Guimarães, Cybele e Sibéria Violin, Rosinha Nami, Célia Bassan, Márcia Bechelli, Romeu Medeiro, Miltom Bersi, Laudelino Naves, Nilce Prado Souza, Ruth da Costa, Marlene Silveira, Maria Amélia Maluf, Eunice Moreira, Elza Docusse, Aparecida S. Silva, Dorival Gimenes, Antonino e Antenor A. Ferreira, Benjamin Padilha, Célia Canheu, Edison Fochi, Adair e Elias Carvalho,  Jocelina Zoccal, Léa Buissa, Maria Clara G. Ferreira, Maria Dela Fontes Fernandes, Têre Alcazas, Rosa M. Alcazas, Valderes Canesin, Vera Lopes de Oliveira, além dos alunos internos.

Nosso paraninfo foi o Professor Brazílio Peresi.

Dessa época, lembro-me das aulas de Canto Orfeônico, com a Dona Lourdes: Ela fazia ditados rítmicos: Batia um lápis na mesa e dizia: “Tá-á-tá-tá” e nós tínhamos que colocar as notas nas pautas. Um sufoco, para quem não tinha o mínimo de noção de música. A saída eram as olhadelas nos cadernos dos colegas que estudavam música (Sonia e Nereide).

Esta foi a 16ª turma de Diplomandos do Ginásio Dom Bosco, em dezembro de 1959.

E o que falar da época das jabuticabas, quando o Padre Nunes, abria os portões do Internato, para todo o povo da cidade!

A secretária da escola era a Dona Glorinha e os professores: Gino Papa, João Henrique de Araujo, Lourdes Pessoa de Barros, José Antonio Pereira, Antonio Ninna, José Antonio Pereira, Brazílio Peresi, Gabriel da Silveira Mendes, João Quirino, João Garcia Pelayo, José Ceneviva Netto, José Rodrigues da Costa, Rolf Schimdt, Alfredo Petters e Alcides Saraiva.

Após 4 anos de Dom Bosco e mais 3 anos de Clássico, iniciados no antigo prédio do Ginásio Estadual, na frente da Santa Casa (hoje totalmente abandonado), concluímos o 3º ano no prédio novo, com apenas 5 alunos: Régis Fernandes de Oliveira, Rosa Maria Alcazas, Walter Spolon, Marilene Tonon e Wlademir Moschetta.

Os professores: Berenice, Toledo, Rafful, Sonia Rollemberg, Fúlvia Tessarollo, Gino Papa, Jorge Teodózio, Maria Inês Vendramini, Boschília e Manoel Pinheiro.

O Diretor, Sr. Olindo Cavariani.

Daí para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, hoje IBILCE.

E depois, pelas longas estradas da vida, por mais de 46 anos.

“Nesta longa estrada da vida

Vou correndo e não posso parar…”

E você? Ainda se lembra dos professores e colegas da escola?  Tomara que sim!

Categorias: Artigos