Marcio Miguel explica as razões do distanciamento do prefeito Montoro

Vice disse ter percebido antes mesmo da posse de que não seria aproveitado no governo e lamentou o fato que disse ser rotineiro nas administrações de Monte Aprazível

Em entrevista ao jornalista Marcos Roberto, da Rádio Difusora, o vice prefeito de Monte Aprazível, Marcio Miguel, deixou claro que não participa da administração e enfatizou não concordar da maneira que ela vem sendo conduzida pelo prefeito Nelson Montoro.

O vice disse ter percebido que não seria aproveitado na administração ainda antes da posse, em janeiro de 2017. Marcio faz parte do grupo político de João Roberto Camargo, o coordenador da campanha de Montoro, e disse que a partir do anúncio do prefeito de que Camargo não faria parte do governo, ficou clara a divisão do grupo. Outro episódio relatado por Marcio foi a eleição da Câmara, já que o candidato do grupo vencedor da eleição era o vereador Jean Winicio, e o eleito foi João Célio Ferreira, a partir de uma suposta articulação política do prefeito.

Com a posse, Marcio teria ocupado uma sala na prefeitura nas primeiras semanas, mas como não recebeu nenhum convite para ocupar cargo, deixou a sala e se distanciou da administração.

O cargo de vice-prefeito não existe na estrutura orgânica e funcional da administração pública e o não aproveitamento do vice pelos prefeitos não é tão incomum, sendo até corriqueiro, em Monte Aprazível,  vice não ocupar cargos, fato que Márcio lamentou. “É um erro não aproveitar o compromisso do vice (com a cidade).”

O vice criticou a maneira que a cidade vem sendo administrada, apontando problemas que não estão sendo equacionados e questionou o fato de que Montoro não demonstra disposição em cumprir as propostas de campanha, já que não foram incluídas na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Plano Plurianual, organismo legais que comprometem o orçamento.

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