Walter Spolon: Um pedaço da Brasil

“Isto aqui, ô ô

É um pouquinho de Brasil iá iá

Deste Brasil que canta e é feliz

Feliz, feliz, …”

Mais exatamente da Rua Brasil. O comércio de nossa cidade se desenvolveu principalmente nesta rua.

O que foi João Pessoa, virou Brasil e a história de nossa cidade se desenvolveu principalmente ao longo desta rua.

Na esquina com a Rua do Café, hoje Duque de Caxias, saboreando um delicioso pastel, agora pode até ser de queijo com jiló e bebericando uma bem gelada, começamos nosso passeio de hoje. Aqui, tudo bem, com o Sr. Orlando de olho em tudo e o Gum fazendo malabarismo com a massa.

Ah! Não posso esquecer. Agora conta com a supervisão da patroa Emília Flávia.

Mas, para chegar até aqui, outras pessoas ocuparam este espaço. Há muito tempo, foi o Bar do Mané. Depois, Bar do Raul.

Se o Sr. Orlando é de origem italiana, ao lado tivemos a Casa Ítala, do Giuseppe Maset, O Bepe, que vendia móveis e eletrodomésticos . Hoje, o prédio ainda é da família, com loja de móveis do Sata e de antenas, do César.

No prédio ao lado, tivemos vários tipos de comércio: a Loja do Sr. Nagib Antonio, a Barbearia do Mineiro, o bar dos senhores Antonio Gianini e Emídio. Mas, não parou por aí. O Sr. Tonico Tonon, que tinha seu açougue na Rua do Café, adquiriu o prédio e mudou-se para cá. Ali também tivemos o Salão do Adautinho. Por aqui tivemos, ainda, o Bar da Da. Emília. Hoje, temos o Salão de Beleza da Vilma e, ao lado, a Loja Ponto Certo.

Na sequência, onde hoje temos o Escritório do HB e, ao lado, a Loja de Roupas  Luh Fashion Modas, inicialmente tivemos o Ponto de Ônibus da VAP, que pertencia ao Srs. Vitorino Torres, Ângelo Fabrini e Pedro Bufolin. O Sr. João da Vap, foi seu funcionário durante anos e anos. Depois, veio o Brizote. A VAP adquiriu dois ônibus, para fazer a linha para São Paulo. Na primeira viagem foi um foguetório só. Nesse local, também, tivemos a Loja do Dirceu, que, depois foi para a guerra de Israel. Nesse prédio residiu também a Família Fuad Salim Marina. Ele foi proprietário da Loja Independência que, depois passou para a esquina da Brasil com a Tiradentes.

Na sequência tivemos a Loja Riachuelo, o Escritório do Cláudio Trombim, a Padaria do Mário Japonês e, depois do Sr. Diogo, com o nome de Padaria Bom Jesus. Aí também funcionou durante algum tempo, o Banco do Brasil. A seguir a Agência dos Tratores Valmet, do Sr. Júlio Maionchi.

Onde hoje está a Loja Megamania, tivemos anteriormente a Loja Grandão Móveis e, na sequência a Loja de Móveis Bechara, do Marcos Bechara.

Ao lado, uma das lojas mais antigas da cidade, a Casa Duaik, dos Srs. Jorge e José Duaik Filho. O Sr. Jorge é pai da Anice, Alizete, Junior e José.

Nesse mesmo local, continuando a tradição, temos a Loja do Fadula, desde 1963.

Completando a quadra da Igreja Matriz, na esquina, com a Rua 26 de maio , a residência do Padre Altamiro e, no salão da frente, a Botica do Sr.Francisco, seu pai. Posteriormente, tivemos a Selaria do Sr. Angelo Lorenço, depois a Loja do Henry. Hoje, ali, temos a oficina de aparelhos domésticos, do Universo. Ele está neste local desde 1968, i.e, há quase 50 anos.

Todas essas citações nem sempre seguem a ordem rígida.

Do lado esquerdo da rua, temos o Ponto de Taxi e, no Centro da Praça, a Igreja Matriz.

Ah! Hoje, infelizmente, nesse local encontramos de tudo: sem teto e vendedores de motos, piscinas, ambulantes etc etc, invadindo o local de pedestres, como se tudo isso fosse normal. Para algumas pessoas, até é.  Vai entender essas pessoas!

Na semana passada, uma vez mais, traído pela memória, deixei de citar a Monteleone, que durante anos funcionou na esquina da Duque de Caxias, com Osvaldo Aranha.

Seu gerente era o amigo Tati, pai do Carlinhos e Renata.

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