“Com vistoria, CONTRAN quer tirar dinheiro dos donos de veículos”, desconfia despachante

Para Célio Marques,  inspeção de veículos instituída pelo órgão para 2019 é mais uma taxa desnecessária a ser paga

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou na sexta-feira da semana passada as regras do programa de inspeção técnica veicular, que será obrigatório em todo o país até dia 31 de dezembro de 2019. O despachante Célio Valmir Marques não vê necessidade na retomada das vistorias, acreditando ser mais uma maneira de tomar dinheiro do contribuinte. Sabemos que tem alguns veículos em mau estado de conservação, mas acredito que deveria ter maior qualidade na fiscalização e tirar esses veículos de circulação e não instituir vistoria para todos os veículos, que certamente representará mais uma taxa para o proprietário do veículo pagar”.

A vistoria será implantada para verificar as condições de segurança e de emissão de poluentes dos veículos em circulação no Brasil e visa veículos com mais de três anos rodados, comerciais e de frota de empresas. A inspeção será obrigatória a cada dois anos e sem a inspeção não será possível licenciar o veículo.

O despachante Célio Valmir Marques diz que a resolução que trata da inspeção veicular não define o valor que os proprietários de veículos deverão desembolsar. “Cada Detran definirá este custo, que deverá ser igual para todos os municípios dentro de um mesmo estado”.

Ele conta que em princípio a vistoria deverá ser feita pelo próprio Detran ou por empresas credenciadas com equipamentos aprovados pelo Inmetro. Célio acredita que a inspeção deva encarecer o licenciamento do veículo, pois “o Estado não tem condições de vistoriar todos os veículos, aí parte para as empresas particulares”.

Veículos particulares novos, de até 7 lugares, ficarão isentos nos primeiros três anos, desde que não tenham modificações e não se envolvam em acidentes com danos médios ou graves.

Para os veículos de propriedade de empresas, a inspeção será nos dois primeiros anos. A inspeção será a cada seis meses para veículos de transporte escolar e a cada ano para os de transporte internacional de cargas ou passageiros. Modelos de coleção ou de uso militar estão isentos.

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