Walter Spolon: Ad Aeternum

Monte, há muitos e muitos anos, pode se considerar uma cidade feliz.

O ditado “Quem canta é feliz!” nos dá essa certeza.

Um pouquinho de nossa história:

Em 1919, nascia sob a sombra do cruzeiro erguido pelos nossos antepassados, uma nova realidade. Um sonho que se concretizava. À sombra do cruzeiro plantado pelo Capitão Porfírio, surgiu o povoado de Monte Aprazível.

Nossa história nos mostra os erros e os acertos de nosso povo.  Aos poucos e, com muito trabalho e suas conquistas surgia o vilarejo que, aos poucos, foi mudando, aumentando até chegar ao estado em que nos encontramos hoje. Dia 6 de agosto último, a nossa igreja comemorou 98 anos do lançamento da Pedra Fundamental e sua inauguração ocorreu em 1941.

Vários heróis fizeram nossa história. Alguns reconhecidos e reverenciados. Outros, esquecidos. “C’est La vie”. Diriam os franceses.

Como toda cidade brasileira, nasceu e cresceu desordenadamente. Sem nenhum ou pouquíssimo planejamento.

Como disse no início, o cruzeiro plantado pelos nossos antepassados “guiou nosso povo, nossa gente, marcando o início de uma nova era!”

Mas, pouquíssimas pessoas sabem: Nesse dia, para abrilhantar o evento, tivemos a apresentação do Coral da Igreja Católica, marcando o surgimento, dos humildes cantores. Essa foi a semente plantada e que produz frutos até hoje.

Esse grupo também teve dificuldades que, contornadas pelo amor desses abnegados cantores, tiveram que se acomodar às constantes mudanças.

Cada participante escreveu sua história, ao longo dessa caminhada. Isso foi conseguido, graças ao amor e desprendimento de cada um deles, ao longo de sua trajetória.  Alguns, por motivos alheios à vontade, tiveram que se retirar, cedendo lugar a novos participantes.

A história do Coral, marca a passagem de várias pessoas, que tiveram que deixar o grupo, em virtude de mudança para outras cidades, estudos, trabalho etc. Outras, ainda, chamadas por Deus, deixaram grande saudade.

E falando em dedicação e amor, destacamos a responsabilidade, o envolvimento e carinho nas coisas que faz, um exemplo para todos nós. Trata-se da Sra. Amélia Ferrari que, apoiada em seus 97 anos de idade, ainda tem forças, tempo, amor  e vontade em participar, com muito orgulho, desse grupo de pessoas abnegadas e, certamente, muito felizes em poder estar mais perto de Deus.

Além dos cantores e instrumentistas, participaram do Coral o Maestro Juquita (sopro), Mercedes Mendes (violino) e Alunos do Conservatório Musical, com os instrumentos de cordas (I e II), violinos, viola, violoncelo, contrabaixo e flauta doce.

Músicas em português, latim, italiano, inglês, espanhol e até alemão foram interpretadas, de acordo com as festas e momentos das Liturgias.

Estilos dos mais diferentes, do popular religioso, gregoriano, cantos em uníssono, a duas, três e quatro vozes, com solista e coral, incluindo os estilos renascentista, clássico, romântico e contemporâneo, populares, líricos e religiosos.

Cantores excelentes, de diferentes naipes, já fizeram parte do coral e, outras, não menos importantes, são integrantes do mesmo. Embora seja um coral da Igreja Matriz, sempre que solicitado, participa de eventos profanos.

A primeira organista foi Ondina Franco que, segundo relato de Da. Regina, irmã do Padre Altamiro, embora fosse protestante, era a única organista da cidade e sempre assídua. Em seguida foi Dolores Bustos, Áurea Neves Rodrigues, Adelaide, Lourdes, Lizette Buissa e, novamente Lourdes, até nossos dias.

Famílias inteiras participaram do coral, como os irmãos do Padre Altamiro.

Atualmente, integram o grupo: Cida, Lourdes, Rosa, Sofia, Irene, Marilene, Daniel, Marcos, Aurora, Nelsi, Iraci, Tija, Célia, Luzia, Vanilde, Amélia, Regina, Olga, Delci, Edson e Marilene. Os ensaios são semanais.

Para participar, é necessário ter boa voz, ser afinado e ter responsabilidade e disponibilidade para os ensaios e participação das programações.

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