Montoro está prejudicando criação de emprego em Monte, acusa empresário

De como Wilson Borges assiste impotente ao poder público sufocar um investimento de R$ 1 milhão em negócio de relevância social, ambiental e de geração de emprego

“O  entulho urbano é um grave problema ambiental e um séria questão financeira para os municípios. Os municípios não contam com área licenciada, maquinário,  pessoal e equipamentos de reciclagem, trituração e transformação dos resíduos. Seria necessário um investimento muito alto que faria falta em outros serviços mais pertinentes aos objetivos da gestão pública e das demandas sociais do cidadão por serviços  de excelência em educação, saúde e políticas assistências aos mais pobres e de geração de renda e emprego.

Para a iniciativa privada, o entulho não é um problema. Ele representa uma oportunidade econômica e solução  ecologicamente correta, graças a sua transformação em materiais de construção baratos e de amplo uso como tijolo, areia, pedra, pedregulho e outros. O entulho é capaz de gerar riqueza, distribuir renda e criar emprego. Ele não necessariamente um problema, ou vários problemas, como observamos que é  em Monte Aprazível, onde se espalha pelas ruas, tem a sua destinação que prejudica o meio ambiente e provoca prejuízos aos proprietários de imóveis e riscos para a população. Durante as últimas chuvas, um monte de entulho depositado na rua, desviou o curso da enxurrada derrubando muros e invadindo ao menos duas residências.

Eu enxerguei essa possibilidade econômica, a possibilidade de gerar renda para o município através do entulho, de  criar trabalho e salário, e, claro ganhar dinheiro e montei uma empresa de caçamba de coleta de entulho.   Investi R$ 1 milhão, em máquinas, caminhões, área e licenciamento. Mas, me dei mal.

Parece que os gestores não estão preparados para o desenvolvimento, para o progresso, para uma política de emprego e para soluções ambientais corretas.

O ex-prefeito Mauro Pascoalão  inventou um decreto eleitoreiro que prejudicou o meu negócio e prejudica o meio ambiente. Pensando no voto, ele fez a lei que libera do pagamento  o entulho de até meio metro, com a prefeitura pagando pela caçamba por um valor três vezes menor que o de mercado, com a justificativa de que era para atender os pobres. Acontece que a pessoa que pode pagar coloca meio metro na rua, a  pessoa coloca na rua, a prefeitura recolhe e a pessoa coloca mais meio metro. E assim coloca metros e mais metros. Ninguém contrata caçamba. Tem construtor na cidade que construiu dezenas de casa e nunca contratou uma caçamba.

Veio novo prefeito, o doutor Montoro. Continuei a recolher o meio metro como fazia durante os primeiros meses, mas o prefeito ser recusou a pagar e fez uma nova concorrência. Apareceram duas empresas além da minha e fiquei em terceiro lugar. Os dois classificados não tinham área licenciada e não assumiram o serviço. O correto era o prefeito chamar o terceiro classificado. Mas, como o anterior,  descobri que ele quer destruir minha empresa. Não me pagou pelo serviço que prestei e nem me deixa trabalhar.

A prefeitura durante todo esse tempo vem recolhendo o entulho e está demonstrando que não tem competência e agilidade para tanto. A cidade está coalhada de monturos de pedras, cacos de telha, ferro retorcido, pedaços de madeira. Quando recolhe deposita o em qualquer local, cometendo crime ambiental.

O prefeito realizou outra concorrência para recolher o meio metro. Novamente, fui vencido por outras duas empresas que apareceram apenas com o intuito de melar a concorrência. Mais uma vez não assumiram o serviço porque não tinham licença. Se a concorrência tivesse propósito honesto como recomenda a lei, elas seriam desclassificadas logo na abertura dos envelopes, como determina a lei, e a minha empresa deveria, legalmente, ser considerada vencedora.

Eu não sei o que o prefeito pretende com essa perseguição medonha a mim e a minha empresa? Não sei também a quem e a qual empresa o prefeito quer beneficiar, quer favorecer?

Para me prejudicar, a prefeitura tem um gasto enorme, a cidade está emporcalhada, o entulho disputa vagas de estacionamento com veículos nas ruas e o meio ambiente é severamente prejudicado, com danos irreversíveis.

Tudo seria resolvido com a revogação do decreto do meio metro. Os mais pobres não serão prejudicados, pois a lei que criou o serviço de caçamba estabelece dez caçambas  gratuitas para quem não pode pagar. Quem não pode pagar terá o serviço do mesmo jeito, sem que a prefeitura tome tamanho prejuízo retirando o entulho de graça daqueles que podem pagar. O engraçado e triste é que os mais coitadinhos, velhinhos aposentados, que não têm amigo vereador, não tem amigo prefeito, procura a empresa e paga pela caçamba.

Eu só quero justiça. Que o prefeito revogue o decreto do meio metro. Que apareçam outras empresas devidamente legalizadas e disputem o mercado. Eu quero apenas que a prefeitura não atrapalhe, não procure destruir um negócio de relevância econômica capaz de gerar emprego e renda. Um negócio de responsabilidade social e com o planeta.

Mais cedo ou mais tarde, os gestores de Monte Aprazível hão de entender que o mundo mudou. O mundo de hoje requer mais visão e menos mesquinhez política.”

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