Produtores buscam alternativas para fugir da monocultura

O produtor rural da região de Monte Aprazível percebeu que trabalhar com a monocultura canavieira pode ser uma armadilha contra ele e, segundo o presidente do Sindicato Rural Patronal de Monte Aprazível, Diogo Martins Arruda,  estão buscando alternativas para  pagar as contas e sobreviver. A busca por alternativas de produção pode provocar um círculo virtuoso ao atrair indústria de outros setores para processar a matérias primas agrícolas como amendoim, soja, milho e mandioca.

“O produtor está tentando melhorar a renda no campo, com soja e amendoim, mas estas também são culturas caras. O amendoim é problemático na colheita – diz – se chover muito perde muito na colheita. Mas o produtor está procurando outras alternativas para o sustento dele e para pagar suas contas, porque a cana não é mau negócio, mas na nossa região não recebe e quando recebe não recebe em dia, comprometendo todo o seu orçamento”.

Ele aponta como culturas alternativas para os produtores, além do milho, do amendoim e da soja, a mandioca, o girassol e o sorgo. “Essas são culturas anuais que se desenvolvem bem na nossa região”, diz.

Ele conta que tem aumentado o plantio de mandioca na região. “Em Monte Aprazível ainda é pouco, mas na região de Cosmorama já tem bastante plantio. Mas, apesar de ter mais plantio ainda é insuficiente para a demanda”, enfatiza.

A mandioca, segundo ele, tem potencial para renda do produtor. “Hoje estão falando em torno de 25 a 27 toneladas por alqueire e no atacado estão vendendo a R$ 0,40, R$ 0,50 o quilo, um preço razoável tendo em vista o pouco trabalho que a cultura dá e ao baixo custo de produção dela”.

De olho nessa matéria prima, Diogo conta que já há em Rio Preto indústria embaladora de mandioca, “mas em Cosmorama já tem pequeno produtor embalando sua própria mandioca, agregando assim valor ao produto e fornecendo para hotéis, restaurantes e bares”.

A mandioca é uma cultura que, de acordo com Diogo, tem sido produzida em regime familiar, mas caso necessário ele afirma que há mão de obra para trabalhar e avisa “com essa nova lei trabalhista vai ficar mais fácil trabalhar com funcionário”.

Ele acredita que se os produtores de mandioca se associarem e comprarem um moinho dá para agregar muito mais valor ao produto, pois “poderão fabricar farinha,  fécula,, polvilho e muitos outros sub-produtos  da mandioca industrializando-os”.

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