Prejuízo de R$ 10 milhões da Agromonte é coberto por seguro e loja reabre em 6 meses

Empresa destruída por incêndio vai manter a folha de pagamento dos funcionários, 20 deles residentes em Monte Aprazível

A Agromonte, loja que foi destruída por um incêndio na sexta-feira da semana passada, em Rio Preto, deve retomar as suas atividades em seis meses, mantendo o seu quadro de funcionários, 20 deles residentes em Monte Aprazível. Segundo Eloy Gonçalves Junior, sócio da empresa criada há 32 anos em Monte Aprazível, o prejuízo está estimado em R$ 10 milhões deve ser coberto quase em sua totalidade pela seguradora.

Eloy conta que o prejuízo só não foi maior porque a estrutura do prédio, construído em 1929, resistiu ao incêndio e deverá ser reaproveitada, mas eles terão dificuldades porque o seguro cobria apenas o prédio e o material vendido na loja, mas não o lucro cessante e nem a folha de pagamento. “Em princípio achamos que o prejuízo seria maior porque achamos que teríamos que demolir o prédio, mas a estrutura pesada, que são as paredes, resistiram bem porque são de três tijolos assentados no concreto, daí o prejuízo ser menor do que o estimado anteriormente”, diz. A estimativa inicial foi de R$ 20 milhões

Ele conta ainda que o prejuízo do incêndio deve ser pago quase em sua totalidade pela seguradora, mas que não tem segurado o lucro cessante, ocasionado pela interrupção nos lucros das vendas, e nem sobre a folha de pagamento. “O seguro era somente sobre o prédio e o material”, enfatiza.

Quanto ao futuro da Agromonte, Eloy diz que ele o sócio Ênio Agrelli pretendem reconstruí-la no prédio que era próprio, mas eles receberam a oferta de alguns barracões sem custo para recomeçarem as atividades até que o prédio fique pronto. “Mas não é tão fácil porque perdemos todas as informações da empresa. Estamos numa força tarefa com funcionários da contabilidade, do escritório e de vendas para reorganizar tudo o que foi perdido no incêndio. Toda a parte de contas a pagar, a receber, a parte contábil, fiscal e jurídica, toda a parte tributária, fiscal, pagamento de impostos, carteira de trabalho de funcionários, guias de recolhimento de INSS dos funcionários e dos sócios foram queimadas e temos que tentar recuperar nos órgãos, o que é muito demorado”.

Ele diz que primeiro tem que ter a tranquilidade para receber o seguro e receber de quem devia na Agromonte “para termos condições de recomeçar”, mas, “se tudo correr bem”, ele acredita que em cerca de seis meses a Agromonte volte a funcionar. Até lá, Eloy diz que pretende manter os 70 funcionários, mais de 20 residentes em Monte Aprazível. “Precisamos saber se eles vão querer continuar, mas acredito que cerca de 70% deles devam permanecer conosco, mesmo que tenhamos que assumir a folha de pagamento”.

Ele conta que os clientes estão ajudando, comprando da Dukamp, empresa também pertencente aos sócios da Agromonte, para ajudá-los a refazer o caixa para recomeçar. “Os fornecedores de produtos veterinários, rações, sementes, arames e insumos estão querendo vender os produtos que vendiam para a Agromonte para a Dukamp para continuar vendendo. Alguns produtores e associações de gado puro nos ligaram querendo fazer uma campanha para arrecadar gado puro para fazer um leilão para reconstruir a Agromonte. O Canal do Boi já nos deu espaço para fazer o leilão sem qualquer custo. Estamos sensibilizados e agradecidos pelo apoio que temos recebido de todos”, enfatiza.

A Agromonte era uma empresa sólida. Construída há 32 anos, começou em Monte Aprazível, e atualmente contava com mais de 25 mil clientes cadastrados. Estava entre os cinco maiores clientes das dez maiores empresas multinacionais de produtos agropecuários do Brasil e participa ativamente de todo o setor agropecuário de toda a região noroeste.

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