Santa Casa reduz tamanho da dívida e planeja o futuro

A provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Monte Aprazível realizou na última quarta-feira a prestação de contas da sua gestão em audiência pública. De acordo com o provedor João Roberto Camargo, a entidade equilibrou suas finanças e, apesar do pagamento de férias atrasadas e de ações judiciais civis e trabalhistas, ainda conseguiu fazer investimento na compra de equipamentos hospitalares para a melhoria do centro cirúrgico.

Camargo diz que a prestação de contas faz parte da política administrativa da nova provedoria que pretende dar transparência às contas da entidade. “A finalidade da prestação de contas é tornar transparente a situação da entidade. A nova diretoria, em conjunto com os membros da irmandade, decidiu que quer dar transparência às contas da Santa Casa. Queremos dar ciência à população e ao conglomerado de 15 municípios que usam a Santa Casa do que vem sendo feito com as finanças do hospital e que a Santa Casa não dispõe mais de patrimônio para socorrer os déficits que ela acumulou com o passar nos anos”.

As contas, segundo ele, foram equilibradas em 2017. “Nós conseguimos equacionar a situação financeira da Santa Casa. Não quitamos, mas conseguimos amortizar a dívida de R$ 3,8 milhões para R$ 2,5 milhões. Passamos a administrar a Santa Casa como uma empresa prestadora de saúde e para equilibrar as contas tivemos que tomar atitudes severas como cortar gastos e rever contratos de prestação de serviço com os médicos e com os planos de saúde. Além disso, aumentamos a prestação de serviços a terceiros com a realização de mamografias, raio x e ultrassom.

Camargo conta que a Santa Casa arrecadou em 2017 R$ 8 milhões e teve uma despesa que se aproximou da receita. Ele conta que teve que arcar com o pagamento de férias vencidas e ações judiciais civis e trabalhistas. As maiores fontes de recurso da entidade são do setor público. “O SUS (Sistema Único de Saúde) compra nossos serviços de média complexidade e os municípios de Monte Aprazível, União Paulista, Poloni e Nipoã compram o atendimento básico de saúde, mas, além disso, temos como fonte de receita os recursos oriundos dos planos de saúde que compram atendimentos ambulatoriais, internações e exames e temos também a receita proveniente dos serviços de ultrassom, mamografia e raio x que prestamos para empresas privadas por ocasião da admissão de funcionários.

A principal despesa, de acordo com ele, é com a folha de pagamento. “A despesa com funcionários e médicos contratados representa algo em torno de 60% da receita da entidade”. Em razão disso e da obrigatoriedade do pagamento de férias vencidas e ações judiciais civis e trabalhistas sobrou bem pouco para investimento. “Mas conseguimos investir cerca de R$ 150 mil na compra de camas, macas, poltronas, réguas de oxigênio, melhoria da parte hidráulica e elétricas de alguns setores e compra de equipamentos cirúrgicos para o centro cirúrgico. Investimos também na reforma para a instalação de um aparelho de raio x que ganhamos da entidade filantrópica Pró Vida.

Camargo diz  que “a dívida ainda é significativa, mas estamos no caminho certo para mantermos a Santa Casa de pé” e faz planos ainda para este ano. Ele ressalta que está sendo montado um modelo administrativo com planejamento que servirá pra as administrações futuras, para que “não se caia mais nos erros do passado.”  Os planos para 2018 são reduzir ainda mais a dívida e melhorar cada vez mais o atendimento com a humanização dos serviços prestados à população. “Nós sabemos que a Santa Casa não anda sozinha, precisa estar de mãos dadas com a sociedade, seus usuários, o quadro de funcionários e prestadores de serviços. Só assim a irmandade, que é a administradora da Santa Casa, poderá ter êxito e um futuro promissor”, finaliza.

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