Projeto de escola de Nipoã preserva frutas do Cerrado

Na Escola Municipal Sidney Scaffi, em Nipoã, a educação ambiental é tão importante quanto qualquer disciplina da grade curricular convencional. Graças ao apoio do prefeito José Lourenço e ao entusiasmo da vice-diretora Ângela de Léllis, a Sidney de Léllis é a única escola no Estado com horta para a merenda escolar e iniciou o ano letivo com um projeto de resgate e preservação das árvores frutíferas do Cerrado.

Estão envolvidos no projeto 150 alunos das quarta e quinta séries que participam das estratégias de preparo do solo, adubação, manejo, controle de pragas, coroamento da cova e rega. “A ideia é levar aos alunos o conhecimento da flora e fauna da região, resgatando a nossa cultura, com a vivência de plantio de frutas do Cerrado. Trabalhando com as crianças os conceitos de preservação do nosso bioma, trabalha-se também com a sociedade o respeito pela área cultivada e a preservação dos espaços públicos.” As árvores foram plantadas no bairro Flamboyant e na Pedreira, área de lazer em rio na zona rural.

Segundo Lélis, ao longo do ano, os alunos farão pesquisas sobre frutas do cerrado, conhecendo as formas de seu consumo, inclusive os usos culinários e medicinais, e os animais do bioma e seus hábitos.  Os estudantes farão também pesquisas com parentes e moradores mais velhos sobre suas vivências com o Cerrado.

Para justificar o projeto, Léllis argumenta que o Cerrado já ocupou 14% da área de São Paulo e que hoje está reduzida a 1%, em área descontínua. “O Cerrado possui flora riquíssima e muitas espécies servem como base para alimentação humana e medicamentos, constituindo um patrimônio cultural de grande importância, além da utilidade sua vegetação que impressiona pela beleza.”

Segundo Léllis, o Cerrado foi incluído recentemente entre os hotspots globais para a preservação por sua alta diversidade e a rapidez com que está sendo destruído pela pecuária intensiva e agricultura de alta tecnologia. “Esses hotspots (lugares quentes) representam apenas 1,4% da superfície do planeta, mas concentram 60% do patrimônio biológico do mundo, daí sua importância e a necessidade de preservação.”

Léllis admite que apenas o seu entusiasmo não fosse suficiente para levar adiante os projetos ambientais de preservação e funcionais como a horta na escola, ressaltando que o trabalho e os resultados são coletivos. “Estamos contando com a sensibilidade do prefeito José Lourenço que percebe a importância de uma educação que vai além do compromisso curricular comum, com o apoio da nossa diretora Marilsa, do envolvimento da direção da Escola João Vasques, a professora Regina, do comandante da Polícia Militar, do gerente da SABESP, dos outros departamentos da prefeitura, da primeira dama Dalvani que muito contribuem para o sucesso das nossas iniciativas”, finalizou.

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