Primeira onda fria aquece vendas de roupas e congela movimento das sorveterias

Depois da decepção com as vendas do Dia das Mães, setor de vestuário comemora faturamento com mudança de clima

O Dia das Mães, considerada a segunda data mais importante para o varejo depois do Natal, não conseguiu impulsionas as vendas esse ano como em anos anteriores. Lojistas reclamaram do pouco movimento. Ironicamente, eles atribuíram o fato ao calor que vinha fazendo, já que as lojas já tinha mudado estoques da nova estação  “O clima esse ano não ajudou. Normalmente faz frio no dia das mães o que ajuda a impulsionar as vendas, mas este ano o frio ainda não veio. As lojas estão com coleção de inverno e se não faz frio não vende”, comentou o presidente da Associação Comercial de Monte Aprazível, Jurandir Longo, ao fazer o balanço das vendas.

Uma semana depois, o mesmo Jurandir estava entusiasmado com as vendas, que triplicaram, impulsionadas com a primeira onda fria do ano. Os termômetros chegaram a marcar temperatura de 9 graus nas primeiras horas da segunda-feira passada e levou as pessoas às compras.

Jurandir Longo,  das Lojas Longo, que trabalha com confecções e calçados, diz que “as vendas aumentaram muito nestes dias de frio. Chegou a superar as nossas expectativas porque triplicou as vendas”.

Maria Inês Andreta Paiola, da Maceli Modas, que trabalha com confecções e acessórios, também registrou aumento nas vendas durante os dias de frio intenso. “Bastou esfriar para que houvesse o tão esperado aumento nas vendas. O pessoal que estava esperando o frio para comprar correu para as lojas em busca de agasalhos”.

A funcionária pública Cibele Carina Garcia Pampolim foi uma dessas consumidoras que correu às compras com receio do frio. “Tive que comprar agasalhos porque o frio foi muito intenso. Eu não tinha agasalho para um frio dessa intensidade. Como estavam falando que o inverno esse ano será rigoroso fiquei com medo e comprei, pois sou muito friorenta”, diz.

Já a professora Élida Gradela Simões não está disposta a comprar agasalhos e calçados de frio neste inverno. Ela diz que não é de sentir frio e que possui agasalhos do ano passado, “por isso não há necessidade de comprar”.

Sorveterias

Se para o comércio de roupas e calçados o frio é bom negócio, para as sorveterias é sinônimo de queda nas vendas. Evandro Alves, da sorveteria do Nego, e Luis Alberto Andreto, da sorveteria Zero Grau, dizem que as vendas chegam a cair em torno de 50% no inverno, o que os obriga a se preparar no verão para passar o período do frio.

Evandro Alves diz que “o movimento cai 50% ou mais no frio, só com esse susto do início da semana as vendas já caíram”. Por isso, para driblar o frio e manter o caixa ele realizou uns lançamentos de inverno, como o fondue de frutas com chocolate, o capuccino do Nego, que consiste numa taça de capuccino cremoso com chantilly  e um brownie e as taças meladas. “A gente já se prepara para o frio durante o verão”, enfatiza.

Luis Alberto Andreto também diz ter se preparado no verão para enfrentar a queda nas vendas durante o frio. “Eu guardo durante o verão para poder passar o inverno, porque as vendas caem bastante no frio”. Mas apesar disso, Alberto ainda não lançou nenhuma novidade de inverno. “Estou aguardando para ver se o frio será intenso e duradouro ou se será fraco e curto. Se for só frentes frias e de forma amena, não lanço nada, mas se for intenso e duradouro aí penso em alguma coisa”, finaliza.

Categorias: Economia