Câmara pode abrir mais uma CPI e receber outro pedido de impeachment contra Norair

A Voz Regional apurou que será feita representação sobre água e os vereadores devem instalar investigação do ginásio de esportes

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as responsabilidades nos problemas de água e esgoto em Tanabi, concluiu ter havido omissão das administrações anteriores e da atual no dever de prestar os serviços, que caracteriza responsabilização civil, administrativa, criminal e política. O relatório elaborado e aprovado pelos vereadores Rodrigo Bechara, Fabrício Missena e Gilberto Faria será encaminhado para o Ministério Público, segundo o presidente Marcos Paulo Mazza. Porém, A Voz Regional apurou que o relatório será usado em representação popular que apresentará na Câmara um novo pedido de impeachment contra o prefeito Norair da Silveira, réu em processo de impeachment em andamento, por suposta contratação de parentes em cargos na prefeitura, o que caracterizaria nepotismo.

Mas a carga política contra Norair não para por aí. Na segunda-feira, a Câmara deve se reunir para deliberar sobre providência a ser tomada em relação à obra do Ginásio de Esporte, concluído há cinco anos e ainda não colocado em uso. Os vereadores devem propor a criação de uma Comissão de Investigação de Inquérito que deve desaguar, também, em processo de impeachment.

Reação

O prefeito Norair reage com indignação à movimentação política, sugerindo a criação de um ambiente político que o prejudique.  “Por que agora? Há quanto tempo este problema existe? A água estava sobre a responsabilidade da Paz Gestão Ambiental, época em que o ex-prefeito José Francisco de Mattos Neto rompeu o contrato da concessionária e afirmou que a Paz levava por mês R$ 50 mil. Rompido o contrato, para onde foram estes R$ 50 mil?”

Norair lembrou dos serviços que sua administração realizou nos sistema de água e esgoto, como busca por vazamentos na rede, aprofundamento de poços, aumento de potência das bombas de captação e “estamos elaborando projeto para a construção de mais um reservatório, com capacidade para 250 mil litros e cobrança da firma CONVERD a construção de um reservatório de 150 mil litros, que faz parte da obrigação na aprovação dos seus referidos loteamentos.”

Em relação ao Ginásio, o prefeito se diz tranquilo, por entender que se o Tribunal de Contas da União aprovou as contas (do ex-prefeito José Francisco de Mattos Neto), não cabe a ele qualquer responsabilidade. Quanto a não utilização do local, ele se defende afirmando que a obra tem graves erros estruturais que impediriam seu uso, pois o laudo de vistoria do Corpo de Bombeiro não recomendaria. “Para colocar em uso, é preciso um alto investimento e o município não tem dotação.  Estamos esperando um projeto de restauração, para que possamos incluir o valor previsto no orçamento para 2019.”

Integrante da CPI da Água, o vereador Rodrigo Bechara, defende a investigação sobre o ginásio de esporte, mas considera descabido um processo de impeachment na questão da água. “Acredito que no primeiro momento, o relatório tem como finalidade mostrar as irregularidades e sinalizar ao Ministério Público e ao Executivo que tomem providências para solucionar, ao menos, parte dos problemas do sistema de água e esgoto do nosso município.  Após se esgotarem todas as possibilidade e cobranças e não havendo mais nenhuma alternativa, aí sim podemos falar sobre outras medidas.” O vereador entende que o importante é solucionar o problema, já que a questão se desenrola há quatro mandato e três prefeitos.

Impeachment

A semana foi marcada por mais uma preocupação política do prefeito. A comissão processante que analisa o pedido de impeachment de Norair pelas contratações do cunhado Alvanir Ventura e do enteado Victor Righeto, com salários de R$ 6,5 mil, deu prosseguimento ao processo. A decisão teve os votos favoráveis dos integrantes da comissão, Fabrício Missena e Tenente Osmar, e contrário de Advaldo Cristal.

O próximo ato da comissão será a oitiva das testemunhas de defesa arroladas por Norair. Está marcada para dia 28 a sessão em que serão ouvidos os ex-prefeitos Mauro Pascoalão, de Monte Aprazível, e Valdomiro Lopes, de Rio Preto.

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