Jornalista monte-aprazilvense dá tratos acadêmicos para a bola que rola na Rússia

Élcio Cassola Padovez  está na Copa para concluir mestrado inspirado por moradora de Tanabi, trabalho vai virar livro

 

Ao 17 anos, como estudante intercambiário, Elcio Cassola Padovez, presenciou in loco ao seu primeiro megaevento do futebol do mundo, na Alemanha. Viu pela TV a Copa de 2010, na África do Sul, atuou profissionalmente como jornalista no Brasil e agora vê o Campeonato Mundial para finalizar a sua tese de mestrado sobre Os símbolos da cultura russa na construção da Copa do Mundo 2018.

A ideia da tese do mestrado envolvendo o futebol e os elementos de identificação  nacional dos russos surgiu em plena Copa do Mundo de 14, no Brasil, quando Elcio era editor adjunto de A Voz Regional. Na época, o jornal editou uma serie de reportagens com famílias nativas ou originarias de países que disputavam aquela Copa.  A família que representou a Russia foi a de Sasha, residente em Tanabi. “A partir daquela série que fizemos, conheci a Sasha e fiquei apaixonado pela Rússia.”

Se para os brasileiros a Copa de 2014 foi decepcionante e, de quebra, teve o vexaminoso placar de 7 x 1 da seleção nacional contra a Alemanha, para Elcio ela foi importante do ponto de vista acadêmico e tratou de inscrever a tese no curso de mestrado da Universidade de São Paulo e decidiu que estaria na Rússia em 18.

Ao longo dos quatro anos, ele fez intensas pesquisas sobre o tema. “Eu vim com o propósito de encerrar a pesquisa. Com o tempo e o mestrado, eu descobri  que além de jornalista, sou um etnógrafo, e a partir deste método, estou estudando e analisando aqui como símbolos milenares, como a águia bicéfala e o vermelho sangue, que estão presentes a cada esquina que você for, jogam um papel muito importante para se entender este país e como a cultura dele interfere em tudo.”

A tese será concluída até o final do ano e a ideia é transformar a experiência em livro, ainda sem editora definida, mas Élcio está trabalhando para eternizar no papel a ideia que surgiu em Tanabi, em 2014.

Veterano 

Apesar de ainda não ter chegado aos 30 anos, Élcio tem profundas e marcantes experiências com o maior evento esportivo do planeta. Ele reconhece que em sua primeira vivência presencial em Copa, na Alemanha, era muito jovem para dimensionar a magnitude da competição, o que veio acontecer em 2010, já como estudante de jornalismo em Bauru, e com a bola rolando nos campos africanos.

“Na Copa da África, eu assisti como telespectador, mas estava no fim do curso de Jornalismo, e já conseguia compreender melhor a força de um evento desses para o país-sede e o resto do mundo, que impacta desde um álbum de figurinhas até a construção de complexos esportivos, estruturas de turismo e mobilidade urbana,”

Em 2014, no Brasil, Élcio atuou profissionalmente.  “Eu trabalhei no pré, durante e pós Copa para a adidas, a patrocinadora da bola e das duas seleções finalistas, Alemanha e Argentina. Foi uma experiência extremamente rica e pude passar por sete cidades fazendo ativações com as bolas dos jogos, em destaque para o Brasil, e com algumas seleções patrocinadas pela marca.”Nestas andanças Brasil a dentro, até o Galvão Bueno ele conheceu e cobriu o 7×1 e o título alemão no Maracanã,

A experiência de 14, o levou a 16, nas Olimpíadas, outro evento gigante realizado no Brasil. Élcio atuou desta vez para outra gigante do material esportivo, a Puma, e como voluntário na área de recepção de chefes de Estado nas festas de abertura e encerramento.

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