Maurinho melhorou qualidade de vida de Monte, mas índice de Tanabi ainda é melhor

Tanabi está mais bem posicionada que cidade vizinha na avaliação que mede qualidade de vida dos municípios

 

Em oito anos de mandato de Wanderley Sant’Anna (PTB) em Monte Aprazível, a avaliação do atendimento médico foi sempre regular, segundo o índice da Federa das Indústrias do Rio de Janeiro. Em 2012, o prefeito Mauro Pascoalão assumiu o cargo com nota de 0,55 de classificação regular, elevando-a para o ano seguinte a 0,6 e colocando o município no patamar de eficiência moderada e a 2 pontos da qualificação de alto. No ano seguinte, a avaliação subiu mais 0,5 pontos e terminou a 0,68, em 2016, valor divulgado na semana passada.

Apesar do avanço, Monte Aprazível está muito distante da avaliação obtida por Tanabi, que fechou 2016, com nota 0,93, de uma nota máxima de 1.

O Índice FIRJAN mede a qualidade de vida nos municípios, tendo como base as informações prestadas pelos próprios municípios ao governo federal sobre saúde, educação e emprego e renda. As notas de zero a um atribuídas  a cada área somadas servem de avaliação à nota final de qualidade de vida. De 0 a 0,4, o município tem índice baixo, de 0,4 a 0,6 a avaliação é regular, de 0,6 a 0,8 moderado e de 0,8 a 1 alto.

Pela última avaliação, com base nos dados de 2016, o município mais bem colocado no ranking é Louveira (SP), com nota 0,9006, seguida de Olímpia (SP), com 0,8820. Nacionalmente, Tanabi, com nota global 0,8017, ocupa a 347ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros e a 155ª classificação entre os 645 municípios do estado.. Monte Aprazível, com nota 0,7734, ocupa a 637ª posição no ranking nacional a 275ª no estado.

De acordo com a nota de cada município, Tanabi está no nível alto, Monte está a um degrau abaixo, de desenvolvimento moderado e é justamente o desempenho em saúde que derruba a nota de Monte. Enquanto Tanabi consegue posições altas em saúde e educação, Monte só consegue posição de excelência, acima de 0,9, apenas em educação, com 0,5 ponto abaixo do ensino praticado em Tanabi.

Se o ex-prefeito Mauro Pascoalão (PSB) implantou na saúde uma atuação eficiente, na educação, nada se avançou no mandato dele, mantendo os números obtidos por Wanderley, em 2005. Em Tanabi, os avanços na educação ocorreram nos oito anos de duas gestões de José Francisco de Mattos Neto (PC do B) e, embora minimamente, recuaram na gestão de sua sucessora, Bel Repizo (MDB).

Os dois municípios têm números ruins no quesito emprego e renda. Tanabi tem índice apenas regular, com 0,51, enquanto Monte, atinge 0,70. Embora, o nível de emprego em Tanabi seja melhor, segundo pesquisas do IBGE, Monte Aprazível tem massa salarial maior à época, 2015, alavancada pela renda maior nos setores de  educação e agricultura.

Hoje, diante da colossal crise econômica em que a região está mergulhada, esses números, de 2016, não devem fazer mais sentido. De maneira especulativa, Monte deve ter tido seu status muito mais deteriorado do que a vizinha, com uma base industrial mais vigorosa. O setor canavieiro que roda a economia de Monte Aprazível está mergulhado na crise. A Destilaria Moreno reduziu a massa salarial de seus trabalhadores, cortando horas extras e deixou de pagar benefícios antes estabelecidos pela CLT e cortados pela Reforma Trabalhista. A desativação da maioria das frentes de trabalho cortou dezenas empregos qualificados,  como motoristas, operadores de maquinas, tratoristas, afetando bastante o ambiente de trabalho em Monte. Não fossem a Faculdade Dom Bosco e Escola Agrícola, que mantiveram a quantidade de emprego e renda de seus contatados, os efeitos seriam ainda mais devastadores.

É importante que se ressalve que as gestões municipais pouco são capazes de alterar as situações de emprego e renda, exclusivamente da competência da iniciativa privada, Gestores municipais, nesta área, quando nela atuam, fazem da prefeitura cabide de emprego, causando mais mal que benefício.

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