Santa Casa investe em profissionais e desenvolve conceito de hospitalidade médica

Hospital terá plantão com dois profissionais e aplica R$ 250 mil  em obras para melhorar hospedagem de pacientes

 

Os conceitos de hospitalidade e hotelaria aplicados aos estabelecimentos de atendimento médico são corriqueiros pelo mundo, mas pouco usual, no Brasil, especialmente,  nos hospitais cuja a maioria da clientela é oriunda do Sistema Público. Para o provedor da Santa Casa de Monte Aprazível, João Roberto Camargo, as melhorias nos serviços de hospitalidade têm relação direta com outro conceito fundamental em saúde: a humanização do atendimento.

“A situação de entidades filantrópicas que se dedicam ao atendimento da rede pública passa por enormes dificuldades e a estrutura física do prédio acaba não sendo prioridade. Os pacientes passam alguns dias no hospital, então, é fundamental que tenham conforto e convivam em um ambiente bem cuidado, com bom aspecto. Por questão financeira não se deve negligenciar esse conceito de hotelaria hospitalar, esse conceito não é um modismo, não é um luxo, ele promove o bem estar do paciente e é um investimento capaz de dar retorno financeiro, a qualidade do atendimento geral dentro de todas as áreas do hospital é fundamental para ampliar a clientela e aumentar receita”, ensina Camargo.

É com esse conceito que o provedor pública nesta semana a licitação para uma ampla reforma nas alas feminina e masculina dos pacientes do SUS. “Desde que a atual diretoria assumiu, em 2017, temos praticado melhoras na estrutura física, contornando dificuldades financeiras, quitando dívidas herdadas e agora surgiu a oportunidade de uma reforma mais ampla.”

A oportunidade de que fala Camargo é uma verba de R$ 350 mil conseguida pelo vereador Ailto Faria (PV) com os deputados Reinaldo Alguz, estadual e Evandro Gussi, federal.  Do total, segundo Camargo, R$ 100 mil (do governo do estado) foram aplicado na aquisição de réguas de oxigênio, melhoria que possibilitou grande economia no consumo do gás de cilindro, e alguns móveis.

Atendimento

Ao longo de um ano e meio, a diretoria da Santa Casa, zerou o déficit mensal de receita, reduziu a dívida de R$ 4 milhões para R$ 1,4 milhão e quitou o passivo trabalhista, O saneamento financeiro possibilitou o investimento no atendimento médico. Os plantões no Pronto Socorro do hospital passou a ser feitos por dois médicos plantonistas das 7h à 1h do dia seguinte e com um profissional, de 1h às 7h, período de menor procura por atendimento. O novo sistema de plantões vigorara desde o dia primeiro e, segundo Camargo, não só agiliza o atendimento, mas elimina qualquer risco de demora no atendimento de um paciente que inspira cuidados, quando o médico está atendendo outro que também inspira mais atenção.

A nova diretoria pretende intensificar sua política de melhoria e humanização no atendimento, mas adianta que tudo será feito com cautela, no tempo que as finanças permitirem. “É necessário encontrar o equilíbrio, manter o controle efetivo de despesas e custos, e estamos conseguindo isso e vamos nos manter nessa linha. Não é do nosso perfil se acomodar e usar as dificuldades financeiras comuns aos hospitais para justificar o imobilismo que mantém o atendimento precário. Nosso pensamento vai em direção oposta, investindo na melhoria e ampliação do atendimento médico, na hospitalidade e no relacionamento com a população, com nossos pacientes. A nossa meta é ir bem longe, mas vamos caminhar devagar”

Pediatria

No dia 14, a Santa Casa reinaugurou a ala pediatrica, desativada há muitos anos. Segundo Camargo, a unidade de atendimento infantil reabre com oito, dos dezoito leitos previstos.

Categorias: Saúde