Coleta de lixo é regularizada com a desclassificação de vencedora; Constroeste assume amanhã

A Constroeste, segunda colocada, aceitou praticar preço menor e prefeitura espera economizar R$ 1,5 milhão

 

Monte Aprazível ficou uma semana sem coleta de lixo, causando transtornos aos moradores e estrago na imagem do prefeito Márcio Miguel, no cargo há menos de três meses, no lugar do ex-prefeito Nelson Montoro, que teve o mandato cassado pela Câmara. O prefeito lamenta pelo transtorno à população  e, apesar do arranhão político, acredita ter feito a coisa certa, pois, segundo ele, espera economizar R$ 1,5 milhão até o final de seu mandato.

“Toda mudança causa transtorno e decidi correr o risco de mudar e conseguir alguma economia. A licitação acabou dando errado porque não tivemos o tempo necessário para realizá-la, mas houve o ganho. Em 2012, quando o ex-prefeito Wnderley Sant’Anna fez a licitação houve a mudança da empresa Leão para a Constroeste, o serviço foi paralisado por 11 dias”, lembra Márcio.

A mudança deu errado porque a empresa vencedora da coleta, transbordo e destinação final do lixo, a Mrover, com lance de R$ 189,215,33 por mês, não possuía área  licenciada para o destino final e não conseguiu alugar uma.  A Constroeste, empresa que vinha prestando o serviço teve o contrato expirado no sábado passado, deixando a cidade sem coleta. Em caráter emergencial e precário, a prefeitura passou a fazer a coleta a partir da terça-feira, gerando protestos dos moradores com lixo acumulado em casa.

Na quarta-feira, o prefeito desclassificou a empresa vencedora, quando venceu o prazo para comprovar a posse de aterro sanitário. A partir daí,  o prefeito passou a negociar com a segunda colocada, a Constroeste.

A Constroeste apresentou valor 11% maior e, segundo o prefeito, se mostrou irredutível em aceitar o serviço a um preço semelhante ao da vencedora desclassificada. Depois de muita negociação, a empresa aceitou fechar contrato por R$ 188.935,00.

A licitação foi desmembrada e a varrição foi vencida pela Jimmy, ligada a Mrover, a um custo de R$ 0,60 o quilômetro para uma extensão de 900 quilômetros (centro da cidade) totalizando R$ 54 mil. O preço apresentado e que vinha sendo recebido pela Constroeste foi superior a R$ 80 mil. “Na varrição conseguimos uma economia de R$ 30 mil”, lembrou o prefeito.

A expectativa de Márcio com o novo contrato é uma economia de R$ 600 mil por ano com a varrição, coleta, transbordo e destinação final, em relação ao que vinha sendo pago. Em julho, o serviço teria consumido R$ 254 mil.  Para uma expectativa em agosto de R$ 204 mil para o recolhimento de 460 toneladas.

Ainda segundo Márcio, o município está desobrigado de manter no ponto de transbordo uma máquina, um container e um funcionário. A varrição foi ampliada com o serviço sendo prestado nos distritos de Junqueira e Itaiúba.

Segundo Márcio, os contratempos se deram pela falta de tempo. Ao assumir o cargo, o contrato com a Constroeste tinha vencido e eram devidas a ela três faturas, que totalizam quase R$ 800 mil,referentes a março, abril e maio. “Não havia como pagar por falta de dotação. Fui obrigado a pedir autorização da Câmara para suplementar o orçamento para quitar o atrasado e fazer um contrato emergencial até que saísse uma licitação. Acabou não havendo tempo hábil “,  explicou o prefeito, que acredita que tudo foi resolvido com a retomado do serviço a partir de hoje, “com economia para o município.”

 

Foto: Guilherme Baffi

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