Ação social de Nipoã investe em formação de mão de obra para combater o desemprego

Primeira dama Dalvani Pedrassa supervisiona trabalho desenvolvido por qualificadores profissionais e assistência social

 

O desemprego que assola o Brasil nos últimos anos é dramático, mas em municípios pequenos, como Nipoã, sem diversificação agrícola, sem atividade fabril, comércio e prestação de serviços limitados, para a primeira dama Dalvani Pedrassa, o adjetivo mais apropriado seria cruel. “Nipoã é um município pequeno, com arrecadação muito baixa, com muito pouca vaga de emprego e geração de renda muito limitada. Então, a saída desse círculo se torna mais difícil, mas acho que encontramos o caminho, que é formar e qualificar mão de obra, porque as indústrias procuram se estabelecer em lugares com a mão de obra de que precisam.”

A costureira Jenniffer Florêncio de Oliveira, apesar da pouca idade, 23 anos, percebeu essa realidade quando indicou a um empresário que se estabelecesse no município. “Ele se interessou, mas constatou que não tinha costureiras.”

Jenniffer propôs ao prefeito José Lourenço a criação de um curso de corte e costura, com as despesas cobertas com repasses do governo federal. Ela foi contratada como professora, por processo de licitação, e está ensinando trinta moças e dona de casas a costurar. Habilitadas no corte e costura, segundo Jenniffer elas já podem trabalhar informalmente em casa, enquanto aguardam uma oportunidade de trabalho com carteira assinada.

A professora Jenniffer prepara jovens e donas de casas para o mercado de trabalho

 

Para Solange Perinasso, diretora de ação social da prefeitura, em situação de desemprego, a mulher tem muito a contribuir com o orçamento familiar, quer na formalidade, quer de maneira informal no aumento da renda com a fabricação e comercialização de produtos artesanais de decoração que aprendem nos vários cursos que são ministrados nesse sentido.

“As atividades de profissionalização dos programas  do Fundo Social e da Ação Social são maneiras de oferecer as mulheres a oportunidade de emprego, a possibilidade de aumento de renda, de aprender a fazer objetos que usa em casa e deixa de comprar  e mesmo de empreender”, constata Solange que cita alguns casos de donas de casa que estão conseguindo fazer algum dinheiro.

A ideia, segundos os responsáveis pela assistência social do município, é seguir e ampliar esse trabalho.

Inclusão social

Diante da instabilidade social vivida atualmente no Brasil, Dalvani destaca a importância de outros programas sociais de fortalecimento de vínculos que são desenvolvidos no município que trabalham com crianças, jovens, adultos e idosos, através de dança, teatro, vídeos, palestras, brincadeiras lúdicas, esportes.

Segundo a assistente social Vanessa Zuculoto, os programas de fortalecimento de vínculos sociais promovem a sociabilização, melhorando a convivência familiar, entre grupos, na escola. Dalvani garante que se percebe não só melhorias nas relações familiares e sociais, mas também na saúde, especialmente das donas de casas e idosos. “Notamos claramente maior disposição física e menor preocupação psicológica, evitando até estados depressivos.”

A primeira dama e presidente do Fundo Social se diz realizada por acompanhar os trabalhos desenvolvidos. “Eu não sou técnica da área, as ações são de responsabilidade dos profissionais contratados, mas eu me entusiasmei com o trabalho e faço questão de acompanhar, apoiar e ver os progressos sociais que estamos tendo. É um trabalho muito gratificante”, resumiu Dalvani.

A primeira dama cuida diretamente das questões sociais mais emergências, como risco alimentar das famílias, problemas de saúde de maior gravidade que afetam o cotidiano familiar e outras ações.

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