Assustados com onda de roubos e furtos, comerciantes vão a Norair cobrar por segurança

Prefeito aceitou implementar lei delegada por 90 dias e fazer estudos para instalação de vídeomonitoramento

 

Os comerciantes de Tanabi estão apavorados. As ocorrências de furtos na cidade saltaram de 24 em março para 44 em julho  e em 15 dias de agosto foram registradas 24 ocorrências. No ano, foram 228 caso de roubos e furtos, 13 roubos de veículos. Para por fim a essa onda de violência contra o patrimônio, liderados pelo presidente da Associação Comercial, Miler Veiga, e pelo vice, Rodrigo Bechara, cinquenta comerciantes foram pedir providências ao prefeito Norair da Silveira (PSDB).

Reconhecendo ser a segurança pública da competência do governo estadual, Miler, de forma dramática e enfática, afirmou que o comércio recorre ao município devido a situação ter chegado ao limite do suportável.

Com base em experiências em outros municípios, os comerciantes elaboraram uma pauta de reivindicação que apresentaram ao serem recebido por Norair no saguão da prefeitura. Eles querem que seja reimplantada no município a Lei Delegada, mecanismo em que a prefeitura contrata policiais militares em folga para o patrulhamento e ronda, e instalação de câmaras de vigilância, monitoradas em tempo real.

Norair deixou claro ter convicção da ineficiência da Lei delegada, por de custo elevado e sem efeito preventivo. Norair também é contrário à instalação e monitoramento somente da área comercial, como sugerida pelos comerciantes. “A segurança tem de ser pensada de forma geral, envolvendo os bairros, toda a cidade”, disse ele.

Apesar da restrição à Lei Delegada, o prefeito se comprometeu em implementá-la, em caráter experimental por noventa dias, com dois policiais,  mas adiantou  à reportagem que isso só ocorrerá se os custos estiverem em conformidade com o padrão salarial do funcionalismo.  “Nem pensar, fora do padrão do funcionalismo municipal não haverá contratação do serviço”, enfatizou o prefeito. 

A Lei Delegada foi implantada no governo do ex-prefeito José Francisco e abandona em seguida, justamente em função dos altos custos.

Norair se comprometeu também com a vigilância por câmara e monitoramento. “A vigilância através de câmaras só na área central como pretendem os comerciantes não tem resultado. De nada adianta correr atrás depois de o delito ter acontecido. As câmaras devem estar espalhadas por toda a cidade, vigiando os pontos de entrada e saída. Já fizemos um mapeamento desses pontos, são 22, para dar uma cobertura completa. Somente assim vamos evitar os delitos de maior gravidade, como roubos de carros”, explicou o prefeito.

Norair adiantou que a implantação das câmaras e monitoramento vão demandar de mais tempo, já que é necessário encontrar brechas no orçamento, projeto de lei, aprovação da Câmara e licitação para contratar empresa. E mais um detalhe: a manutenção do serviço. “Os comerciantes vão ter de ajudar. A prefeitura ajuda, mas, também, precisa de ajuda.”

O vice-presidente da ACIT, Rodrigo Bechara, que também é vereador, saiu do encontro satisfeito com a reunião e confiante no cumprimento do acordo. “Espero que o prefeito cumpra com o acordo. Caso não cumpra, ele vai ter problema com os comerciantes, com a oposição e com a sua base de apoio”, disse Rodrigo, que da “base de apoio do prefeito”.

Rodrigo se reuniu ontem com o comandante da PM local, tenente Leandro para discutir os custos da Lei Delegada. Antes da reunião, ele estimava o valor de R$ 5 mil para cada policial, valor bem acima da média salarial que Norair está disposto a bancar.

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