Amazona de Monte Aprazível vai representar o Brasil na Colômbia em competição internacional

Júlia Orpinelli, de 14 anos, vai participar de sua primeira prova fora do Brasil com despesas pagas pela família

 

A amazona Júlia Pereira Orpinelli, 14 anos, vai representar o Brasil na categoria mirim no Concurso de Salto Internacional Guaymaral realizado entre os dias 3 a 9 de setembro em Bogotá, na Colômbia.

Júlia, que desde pequena sempre gostou de cavalos, chegando a praticar provas de tambor, há 4 anos fez uma aula experimental de hipismo, se apaixonou, e desde então não parou mais de praticar o esporte. Ela vai representar o Brasil na categoria mirim, saltando 1 metro e 20 centímetros.

Apesar de nova, Júlia já coleciona expressivos títulos em sua curta carreira. Ela foi vice-campeã do Campeonato Brasileiro de 2016, vice-campeã do Campeonato Paulista de Amazonas, 5º lugar no Campeonato Internacional Feichildren de 2017, 2ª lugar por equipe no Campeonato Paulista de Interior e 1º lugar no primeiro dia do Campeonato Brasileiro de 2018, prova disputada com 56 competidores e que classificou Julia para a prova em Bogotá.

Ela nutre uma boa expectativa para a prova em Bogotá. Diz que pretende pegar um bom cavalo no sorteio, já que os organizadores da prova é que oferecem os animais, espera conseguir um bom resultado e trazer o título para o Brasil. “Pretendo também ampliar as minhas amizades no meio”, diz.

Júlia cuida muito bem da carreira, apesar de conciliá-la com a escola. “Tenho prestado muita atenção em tudo, ajudo os tratadores a cuidarem do meu cavalo, me esforço bastante. Antes eu não conseguia montar outro cavalo que não fosse o meu. Hoje eu monto qualquer animal. Durante as provas fico muito atenta para evitar erros”, comenta. Júlia treina 3 a 4 vezes por semana em treinos que variam em média uma hora a uma hora e meia.

Ela diz que é igualmente dedicada na escola. “Não tenho dificuldade em quase nenhuma matéria, presto atenção nas aulas e me divido entre a hípica e a escola. Quando estou na escola, presto atenção nas aulas e quando estou na hípica presto atenção a tudo ao meu redor”.

Ela conta que quando participa de campeonatos e fica uns dias fora, “corre atrás do prejuízo”  frequentando os plantões didáticos na escola e pegando as matérias e tarefas dadas pelos professores com os amigos. E ela precisa se dedicar mesmo aos estudos, pois pretende cursar medicina veterinária. “Desde pequena sempre fui apaixonada por animais, por isso quero ser veterinária, mas quero ser veterinária de hipismo, que acompanha o animal até a prova e que cuida do cavalo”.

Indagada sobre os patrocinadores. Júlia conta que suas participações em campeonatos tem sido patrocinadas pela família de um modo geral. No campeonato em Bogotá, primeira prova que ela disputa fora do Brasil, ela diz que a inscrição é paga pela Confederação Brasileira de Hipismo e os custos com o transporte do animal ela não terá, porque os organizadores da prova oferecem os animais. O custo ficará limitado ao transporte, hospedagem e alimentação, dinheiro que a família disponibilizará para ela.

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