Colégio Dom Bosco mostra a estudantes as 300 opções do que fazer na vida profissional

Escolher uma profissão é cada vez mais difícil no momento em que o próprio mundo do trabalho está em uma encruzilhada

 

Há poucos anos, as escolhas profissionais no ensino superior e técnico qualificado tinham 180 opções, hoje elas são 280 e, segundo estudos do Serviço Nacional de Aprendizado Industrial –SENAI – serão acrescidas de mais trinta em cinco anos. Não é tarefa fácil fazer essa escolha aos 17 anos. Ainda mais quando se perde as referências ao constatar que a carreira seguida pelo avô e pai estão em vias de desaparecer ou se tem conhecimento da existência ocupações como analista financeiro em cripto moeda sem que se conheça um parente, amigo ou sequer mesmo um sobrinho do cunhado do vizinho que esteja trabalhando com moeda virtual.

Dos ritos de passagem da vida, a entrada na vida adulta é o mais crucial elevando a responsabilidade da decisão a ser tomada quanto ao trabalho por ser decisivo, pois uma escolha mal avaliada comprometerá o tempo e as expectativas futuras. O Colégio Dom Bosco procura tornar menos comprometedora a escolha nesse ambiente tão árido e estranho ao mundo juvenil através de ajuda vocacional transmitida pela psicóloga Sibel Maria Alves Prates de Oliveira.

Embora ressalte que devam ser levados em conta na escolha o autoconhecimento, as próprias habilidades e capacidades, o interesse específico  e conhecimento do mercado, a profissional indica que as maiores possibilidade de êxitos estão nas escolhas de ocupações que tratem das relações interpessoais e profissionais, ciências biológicas high tech.

Para auxiliar os alunos do Ensino Médio, o colégio Dom Bosco oferece orientação vocacional. Esse trabalho é feito em vários encontros com os alunos e profissionais convidados. “Orientamos nossos alunos a exercitar o autoconhecimento, pois a confiança não deve vir acompanhada de um alto grau de ansiedade e expectativa, já que nosso objetivo é que eles encontrem o melhor caminho e esse caminho é individual e único”, diz a psicóloga educacional e clínica Sibel Maria Alves Prates de Oliveira, responsável pela orientação vocacional no colégio Dom Bosco.

Para Sibel, profissões focadas na matemática e biologia terão largo espaço

 

Sibel conta que os alunos do ensino médio são convidados a participar da orientação vocacional no período diverso as aulas. “São marcados de 4 a 6 encontros durante os quais são aplicados testes e dinâmicas. Além disso, durante o ano são convidados profissionais de diversas áreas para discorrerem sobre a vida universitária, as profissões que escolheram e suas carreiras”.

Os alunos também participam de viagens realizadas a universidades para se familiarizarem com os campus e os cursos. “Fazemos viagens a universidades para que os alunos tenham contato direto com o que terão pela frente. No ano passado levamos os alunos na UNESP de Ilha Solteira e na USP de Ribeirão Preto onde eles puderam conhecer a universidades e os vários cursos oferecidos por elas”, conta.

Sibel diz que a orientação vocacional é um instrumento importante porque nos anos 80 haviam 120 profissões catalogadas, atualmente são 280. “É natural que o aluno fique em dúvida de qual profissão escolher, por isso a importância da ajuda”, comenta.

Na próxima década, segundo Sibel, vão bombar “aquelas profissões que fortalecem as causas identitárias, que discutem gênero e raça, direitos de minorias, políticas voltadas para inclusão social e de pessoas com deficiência como ciências sociais, serviço social, pedagogia, engenharia bioquímica, ciências humanas, comunicação organizacional e administração.

Outras profissões, algumas não tradicionais, ligadas à tecnologia também se destacarão, segundo Sibel. É o caso das profissões que focam no envelhecimento populacional como educação física, estética e cosmetologia, fisioterapia, medicina, nutrição, psicologia, gerontologia, ciências atuariais e administração pública.

Há ainda as profissões que focam na biotecnologia como biotecnologia e bioquímica, nanotecnologia, engenharia bioquímica, engenharia de alimentos e farmácia e profissões que buscam fontes limpas de energia, como engenharia de energia e que se preocupam com o meio ambiente como ciências biológicas, ecologia e direito ambiental.

Profissões que focam na tecnologia e automação de coisas e internet são, segundo Sibel, outras que terão destaque na próxima década. São os cursos de ciência da computação, estatística, matemática, marketing, sistemas de informação, engenharia de controle e automação, engenharia da computação e engenharia de software. Há também as que focam na tecnologia da informação como marketing e design de games e as que focam na mobilidade como engenharia de transporte e da mobilidade, geografia, arquitetura e urbanismo.

Sibel lembra que também haverá espaço para as profissões que focam na agropecuária, como agronomia, engenharia agrícola e engenharia de alimentos e para as que focam na economia criativa como música, teatro, arquitetura e urbanismo, cinema e produção cultural.

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