Como escapar do sufoco das contas de 2019

Somente 9% da população tem renda suficiente para não se preocupar com as contas

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito mostra que apenas 9% dos brasileiros ganham o suficiente para pagar as despesas de começo de ano. O levantamento considera despesas o pagamento dos impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU), sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do material escolar. O gestor financeiro Edimar Luis Miguel diz que isso é reflexo da falta de cultura de poupança do brasileiro.

Ele diz que o brasileiro não tem o perfil de poupador, “nosso índice de poupança é abaixo da média de outros países, por isso muitos passam apuros no início do ano. Eles não se programaram para saldar as despesas como IPTU, IPVA e material escolar”.

A família que não se preparou ao longo do ano e nem reservou parte do décimo terceiro para estas despesas está encrencada e, segundo Edimar, não adianta postergar os débitos “porque é pior. A saída é encarar”.

Ele recomenda o parcelamento do que for possível. “O IPTU tem a facilidade de pagar em até 10 parcelas. Perde-se o desconto do pagamento a vista, que é pequeno em relação a quantidade de parcelas, mas a pessoas não fica apertada. O IPVA também pode ser parcelado, o problema é que é só em 3 vezes, mas o parcelamento também alivia o bolso num primeiro momento e o material escolar também pode ser parcelado. Dependendo do número de parcelas, o parcelamento é sem juros. A pessoa pode pagar parcelado no cartão de crédito, o problema é que tem que pagar a fatura integral para não cair no crédito rotativo, cujos juros são exorbitantes”, aconselha.

Buscar dinheiro emprestado e pagar tudo à vista não é boa ideia. “Porque se a pessoa pagar a vista e já estiver no sufoco, se enrolará mais ainda e maior será a chance de inadimplência e ficar negativado. Aí piora a situação porque perde o crédito”, comenta.

Edimar aconselha o parcelamento dos compromissos

 

Ele não recomenda pagar as despesas de início de ano com o cheque especial, “é uma péssima escola, porque os juros estão acima de 10% ao mês, enquanto que o IPTU e IPVA tem juros bem menores”. A desvantagem de pagar no cartão de crédito é não ter dinheiro suficiente para o pagamento integral da fatura na data do vencimento. “Não se deve pagar o mínimo, porque aí entra no crédito rotativo, cujos juros são exorbitantes”, reitera.

Edimar não recomenda postergar os débitos, “a saída é parcelar e pagar direitinho, porque adiar o pagamento sai mais caro, incide sobre os tributos juros e correção monetárias que encarecem ainda mais as despesas, além disso, a falta de pagamento do IPVA implica no não licenciamento do veículo. O ideal é que a pessoa chegue em dezembro com redução no endividamento para ter disponibilidade de assumir novos compromissos no ano seguinte ou então reservar parte do décimo terceiro salário para essas despesas de início de ano”, finaliza.

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