Crise castiga mais Monte Aprazível, com economia atrelada à cultura do açúcar e álcool

“Com o preço dessas commodities em baixa, não temos perspectivas de melhora em 2019”, diz gestor financeiro

 

Depois de quatro anos com a economia se arrastando,  brasileiro fez aposta no novo governo de Jair Bolsonaro, mas os primeiros indicadores de 2019 mostram que a economia brasileira segue com em ritmo frustrante. Na leitura do gestor financeiro Edimar Luis Miguel não há perspectivas de melhores rendas para o pais de forma geral e, especialmente, para Monte Aprazível em 2019.Segundo ele, municípios com grau melhor de atividade industrial e diversificação econômica sofre menos com a crise.

De acordo com ele, a economia brasileira nesses três primeiros meses do ano continua em níveis muito abaixo do potencial de crescimento esperado pelos empresários e população brasileira. “O país continua refém de reformas estruturais, como por exemplo, a Reforma Fiscal e a Reforma da Previdência, que é a mais urgente. A palavra chave para o crescimento de qualquer país é a confiança. É através dela que empresários investem, a população consome e a roda da economia passa a girar”, diz. “Infelizmente – prossegue – nesses três primeiros meses nem governo, nem Congresso querem ficar com o ônus das reformas, enquanto isso a economia não reage o esperado, os empregos não aceleram e a renda da maioria da população não aumenta”.

Está ruim pra todo mundo, mas é pior em Monte Aprazível, segundo Edimar, que tem a economia atrelada e muito dependente da cultura da cana de açúcar, de onde provém a maior fatia de renda agropecuária. Ele observa  Além disso, a maior indústria da cidade é do segmento sucroalcooleiro. “Como o preço dessas commodities (açúcar e álcool) continuam em baixa, não temos perspectivas de melhores rendas para o município em 2019, até porque a produção vem caindo ano a ano e em 2019 não será diferente. Como consequência a indústria vai processar uma quantidade menor de cana e o período de moagem será menor que o de anos anteriores e infelizmente quando o setor não remunera, o trabalhador não tem aumento de renda, perdendo o poder de compra”.

Apesar disso, Edimar não acredita que haverá agravamento da crise no município, porque “o preço destas commodities tendem a se recuperar, bem como o preço de outras culturas como a soja, amendoim e milho, que estão se instalando de vez no município e região. Isso supre em parte a renda do produtor, mas é lógico que municípios com maior diversificação na economia vem sofrendo menos impacto do que Monte Aprazível”, conclui.

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