Represa Lavínio Luchese pode ser salva de desaparecer com Monte Aprazível Turístico

Assembleia Legislativa vai votar em breve projeto do deputado Carlão Pignatari que garante R$ 600 mil anuais em verbas

 

O deputado Carlão Pignatari (PSDB) colocou na pauta de votação da Assembleia Legislativa o projeto de lei 236/19 que classifica o município de Monte Aprazível como de interesse turístico. Com a classificação, a prefeitura passa a receber, automaticamente, durante três anos, recursos anuais de R$ 600 mil. Depois de sucessivas avaliações da Secretaria de Turismo, o município pode ser elevado à categoria de Estância Turística, com direito a valores maiores de recurso.

Segundo o prefeito Márcio Miguel, o pleito já tinha sido apresentado anteriormente, mas estava arquivado. “O pedido foi apresentado pela deputada Clélia Gomes, mas como ela não se elegeu, foi para o arquivo da Assembleia. Solicitei que o deputado Carlão apadrinhasse essa causa de grande importância para Monte Aprazível e ele nos atendeu de uma forma muito rápida. A nova legislatura da Assembleia teve início no dia 15 de março e o novo projeto já está pronto para votação. Isso demonstra o carinho que ele tem por Monte Aprazível e a importância da nossa cidade no cenário estadual”, destacou Márcio.

A rapidez do tramite se deve ao trabalho da Assessoria Municipal de Turismo, responsável pelo mapeamento do potencial turístico do município e da justificativa que embasou o projeto original. “Foi feito um trabalho muito cuidadoso e muito minucioso. Apresentamos todos os documentos necessários e fizemos um levantamento minucioso do potencial turístico que temos”, avalia Eliezer Justino, assessor de cultura que acumula a pasta do turismo.

Além dos pontos turísticos como as represas, rios e cachoeiras, fazendas, foram incluídos no estudo, as manifestações culturais e populares, como festas religiosas, eventos do calendário municipal; a estrutura física urbana da cidade como praças, estádio de futebol, quadras esportivas, teatro, igrejas e templos e equipamentos gastronômicos e hoteleiros, também foram mapeados

A aprovação do projeto é tida como certa, já que acordo de lideranças partidárias determina que projeto dessa natureza, cumprindo todos os trâmites legais e burocráticos, ao chegar para a votação não deve ser questionado.

Para o prefeito Márcio Miguel, basta apenas esperar a formalidade da votação do projeto e da vinda do recurso de R$ 600 mil. Assim que o dinheiro chegar, o prefeito deve sugerir ao Conselho Municipal de Turismo, órgão local responsável pela alocação do recurso, que se aplique o investimento na revitalização da represa Lavínio Luchese, em um projeto de calçamento, passeios, instalação de lixeiras e outros equipamentos e iluminação em sua orla de  mobilidade terrestre. .

Tanto Márcio, como Eliezer, entendem ser a represa o “carro chefe” do turismo municipal e o assoreamento de seu espelho d’água o grande desafio a ser enfrentado. Quando vereador, no período, 2009/2012, Marcio conseguiu, com o mesmo deputado Carlão, verba de R$ 2,5 milhões para o local, que incluía trabalhos de desassoreamento. O valor não foi liberado por falta de documentação que a gestão de Mauro Pascoalão, de 2013  a 2016, deixou de apresentar.

Para conter o desassoreamento, Márcio espera a liberação de R$ 1 milhão, do FID, Fundo Judiciário de Interesses Difusos, a mesma origem dos R$ 2,5 milhões. O valor, segundo Eliezer, seria insuficiente para um desassoreamento profundo e total. “A ideia é fazer um desassoreamento dos pontos mais críticos que formam ilhas nos espelhos d’água e realizar um trabalho na mata ciliar ao longo do rio, diminuindo a carga de areia que chega na represa.”

Márcio anunciou que está fazendo gestões junto ao Departamento de Água e Energia Elétrica para conseguir uma draga e caminhões do órgão para um projeto de desassoreamento amplo. A ideia é firmar um convênio pelo qual o DAEE fornece o maquinário, operadores e motoristas e a prefeitura arque com os gastos com combustível e manutenção.

O mesmo trabalho pretendido por Márcio foi realizado há mais de vinte anos, na administração de Padre Viana (1997/2000), que acabou perdido com a continuidade do deslocamento de terra no Rio Água Limpa e dos novos bairros surgidos na Zona Sul da cidade, sem galerias pluviais.

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