Santa Casa de Monte avança no atendimento humanizado com reforma das alas do SUS

Projeto de R$ 350 mil incluiu sistema de combate a incêndio; recurso foi pedido do vereador Ailto Faria

 

O provedor da Santa Casa de Monte Aprazível, João Roberto Camargo, entregou ontem, aos usuários do Sistema Único de Saúde, a reforma completa das alas feminina e masculina do hospital. Segundo o provedor, a obra se enquadra na orientação estabelecida para atual diretoria da entidade, que assumiu em janeiro de 2017. “Nesses dois anos promovemos mudanças administrativas, financeiras e clínicas no sentido de oferecer saúde mais eficiente e um atendimento mais humanizado aos pacientes, tanto do SUS, como dos convênios e particulares e dentro dessa filosofia cuidar, também, da estrutura física do hospital, tornando-a mais adequada a um ambiente de saúde”, pronunciou-se Camargo.

O projeto de reforma custou R$ 350 mil, valor liberado junto ao Ministério da Saúde,através de emenda da bancada do PV, a pedido do vereador Ailto Faria. “O custo da reforma ficou em R$ 250 mil, mas como a Santa Casa não tinha o sistema de combate a incêndio, o Ministério exigiu a execução de um projeto nesse sentido. Isso foi muito bom, porque a Santa Casa ficou habilitada para receber recursos federais de maior valor”, destacou Ailto. Parte dos R$ 100 mil foram ainda usados, segundo Ailto, para a canalização do oxigênio, o que barateou  o custo do gás para o hospital.

Camargo enfatizou que implantar o atendimento mais humanizado e elevar o nível dos serviços tem sido desafios constantes em virtude dos custos elevados. “Para atender às necessidades financeiras das metas que estabelecemos buscamos atuar da forma mais profissional possível. Fomos duros nas negociações dos serviços que oferecemos às prefeituras da região, elevando nossas receitas de maneira significativa,  cortamos gastos supérfluos, passamos a cumprir rigorosamente nossas obrigações trabalhistas, evitando multas e indenizações que eram comuns em administrações anteriores. Buscamos a credibilidade com os pagamentos em dia, demos transparência às nossas receitas e despesas e fazemos  prestações de contas inquestionáveis para os órgãos estaduais e federais de controle financeiro”, explicou Camargo.

O provedor lembrou que a dívida de mais de R$ 3 milhões, herdada da gestão anterior foi amortizada em mais de dois terços. Apesar do aumento da receita, a amortização da dívida, segundo Camargo, não deixa sobras de caixa para investimentos, mas que negocia com o governo a defasagem de R$ 120 mil na prestação do serviço, outra herança maldita da administração anterior, que errou nos cálculos na última pactuação feita.

Com receitas e despesas no limite, a diretoria tem sacrificado Camargo. Ele conta que no final do ano passado, a diretoria resolveu estabelecer a remuneração para o cargo de diretor administrativo, acumulado pelo provedor desde o início da atual gestão, mas que nunca foi pago. “Já se passaram sete meses, mas nunca sobra dinheiro para me pagar e eu não me sentiria bem recebendo um salário que iria fazer falta para complementar a folha de pagamento de funcionário, que iria faltar para pagar a parcela de empréstimo para amortizar a dívida ou para insumos clínicos dos pacientes. Não receber o salário que tenho direito conforme reconheceu a diretoria, não me desanima, ao contrário, me estimula   a trabalhar mais para aumentar a receita, para me esforçar ainda mais para que sobre dinheiro para fazer mais investimentos que achamos necessário para melhorar e humanizar o atendimento de nossa população”, finalizou Camargo.

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