Correntes disputam o poder no PDT de Gilberto dos Santos

Carlos Arnaldo, coordenador regional do PDT, deve definir até o final do mês, depois de uma reunião com o vereador e presidente da sigla em Monte Aprazível, Gilberto dos Santos e o militante Marcelo Martins, a nova Comissão Municipal Provisória.

Com a abertura na Câmara do processo de cassação do mandato de Gilberto, José Carlos Chiavelli, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, e Lelo Maset, suplente de vereador que assume a vaga, caso a cassação se confirme, defendem a saída imediata de Gilberto da presidência e de cargos na Executiva. Gilberto, em caso de perda do mandato, estará com os direitos políticos suspensos e não poderá ficar no partido.

Carlos Arnaldo defende a saída dele já argumentado que o vereador deve deixar a direção, permanecendo no partido até o final do processo e, se for absolvido, concorrer à eleição para uma cadeira na Câmara, no ano que vem.

Na semana passada, estava tudo acertado que Chiavelli assumiria a nova Executiva Provisória, quando entrou no circuito, Marcelo Martins, um dos fundadores da legenda, que antecedeu Gilberto na presidência por quase duas décadas.

Marcelo diz não abrir mão da presidência e recusou o convite feito por Carlos Arnaldo para que tivesse seu nome incluído na nova Executiva.

Marcelo diz não aceitar dividir o partido com José Carlos em função de divergências políticas e acusou Lelo de trair a legenda nas eleições presidenciais ao defender a candidatura de Bolsonaro ainda no primeiro turno, quando o candidato do PDT era Ciro Gomes.

Em mensagem trocada com Carlos Arnaldo, Marcelo reafirmou suas divergências com José Carlos e Lelo, garantindo que nunca se desviou da ideologia do partido e que não usaria a legenda para interesses pessoais, “trabalharia para fazer o partido crescer, como fiz por longos períodos na presidência.”

Marcelo garantiu ter candidato para disputar as eleições municipais do ano que vem com chapa completa para os cargos de prefeito e vereadores e ameaçou levar esses filiados para outra legenda, caso não for nomeado presidente.

José Carlos Chiavelli afirmou ter condições de fortalecer o partido com sua base sindical, incluindo outras cidades da região e que seu principal objetivo é somar, ampliar o número de filiados e organizar a militância e como dirigente sindical está afinado ideologicamente com o partido.

Lelo Maset preferiu não comentar as declarações de Marcelo e argumentou ser prerrogativa das direções estadual e nacional do partido a nomeação de executivas provisórias e que as lideranças saberão definir o que é melhor para o partido.

Gilberto anunciou que, independentemente do resultado do processo contra ele na Câmara, não irá mais disputar eleição, embora admita que vá continuar atuando politicamente, o que explica seu alinhamento com Marcelo Martins.

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