Acordo com Europa abre oportunidade aos produtos agrícolas e manufaturados da região

Móveis, calçados, alumínios açúcar, etanol, frutas carnes e derivados do leite  terão mercado ampliado

 

O gestor financeiro Edimar Miguel  diz que o acordo comercial entre os países da América do sul e da Comunidade europeia beneficiará não só o Brasil, como a região. “Para a nossa região teremos benefício para os produtos do agronegócio com o açúcar, etanol, cachaça e carne bovina, suína, de frango, além de derivados, os produtos lácteos, queijos iogurtes, requeijões, também no setor calçadista. Para a região é uma oportunidade das empresas do agronegócio se adequarem às exigências internacionais para serem inclusas neste mercado, que é muito amplo, uma vez que serão muitos os produtos beneficiados pelo acordo. Desde mel, vinhos, cachaças, frutas, doces, biscoitos, calçados, têxteis até artesanatos. O leque é bastante grande, com a oportunidade de aumentar os produtos”.

Apesar da atividade industrial ser pequena e restrita a açúcar, álcool, móveis, alumínios e calçados, a expectativa de empresários desses setores é boa mesmo sem a divulgação oficial de como se dará a concretização do acordo e a isenção progressiva das tarifas, que pode levar 15 anos para ser zerada para determinados produtos.

Juliano Maset, presidente da Associação de Plantadores de Cana e Outras Culturas da Região de Monte Aprazível (Aplacana), diz que quando da plena efetivação do acordo, as exportações do açúcar e etanol para a União Europeia podem chegar a R$ 2 bilhões por ano. “Para se ter uma ideia, em 2018 as exportações destes produtos para a União Europeia chegaram ao valor de R$ 600 milhões”.

A participação do açúcar brasileiro no mercado europeu, de acordo com Juliano, é muito pequena. “Em 2018, o Brasil só conseguiu exportar 29,5% da cota de 412.054 toneladas de açúcar para o mercado europeu por causa da tarifa de 98 euros por tonelada. O acordo do Mercosul com a União Européia prevê tarifa zero para 180.000 toneladas de açúcar e 562 milhões de litros de etanol por ano”.

Jorgito Bechara, empresário do setor moveleiro de Tanabi, diz que o acordo é muito importante para o Brasil e para a região. “A única saída para um país crescer é exportando, porque gera emprego e renda e o potencial de consumo da União Européia é muito grande”.

Ele diz que será necessário se adequar para exportar. “Eu exporto para os Estados Unidos e estou me adequando as exigências deles. Agora com o mercado europeu aberto, irei me adaptar para exportar para eles também. Eu já tenho alguns contatos com Portugal e Itália, mas não consegui ainda efetivar uma venda. Mas me adequando certamente entrarei nesse mercado também”, diz.

Jorgito diz que o mercado interno está muito complicado e que o acordo comercial com a União Européia será uma alternativa para conseguir sobreviver às inconstâncias da economia interna. “A exportação é alternativa de mercado”.

Anísio Repizo, empresário do setor calçadista, trabalha apenas com o mercado interno. “Vendemos para todo o Brasil, mas não exporto e por enquanto não temos intenção de exportar”, mas ele diz que o acordo com a União Européia deve melhorar até mesmo o mercado interno, “pois vai gerar emprego e renda e consequentemente melhorar o consumo”, conclui.

Categorias: Economia