Samir surfa na onda de Hélio Pato para ser vereador

Identificado pelo Facebook, a pedido da Justiça, como responsável pelo perfil fake de Hélio Pato, Samir César do Carmo não se mostra nada abalado, pelo contrário, diz que vai se apropriar do prestígio do personagem Hélio Pato e se lançar candidato a vereador a uma das vagas de da Câmara de Tanabi. Por quase dois anos, usando o perfil fake, Samir incomodou o prefeito Norair da Silveira, seus homens de confiança ao criticar gestores municipais  e suas políticas públicas.

Segundo Samir, ao ter sua identidade revelada como Hélio Pato, em ação proposta por Eduardo Martins, o Du Coxinha, assessor de gabinete do prefeito, recebeu manifestações de apoio que o incentivaram a atuar de forma crítica à administração nas redes socais e outras mídias, abandoando o anonimato, e a buscar uma vaga de vereador. “O tiro saiu pela culatra. O Hélio Pato foi um personagem criado que ganhou a simpatia da população que sofria e ainda sofre com os desmandos, a falta de transparência e a truculência dessa gestão. A atuação do Pato foi imitada em diversas cidades e tinha o apoio da população, justamente por se limitar às críticas políticas da gestão, não atingindo as pessoas. Eu, Samir, quando fui identificado, herdei do Pato a simpatia e o apoio da população. Vou fazer desse limão uma limonada, retomarei as críticas e vou me candidatar para vereador.”

A pedido de Coxinha, a Justiça limitou-se a intimar o Facebook a fornecer o IP (espécie de identidade do computador ou aparelho de origem do perfil ou página criada) não havendo nenhuma ação civil ou criminal contra Samir.

Du Coxinha aventou a hipótese de ação criminal coletiva, com demais supostos ofendidos, incluído Norair, por calúnia, difamação e injúria, com pedido de indenização por dano moral. Samir diz não se amedrontar por ter se limitado ao direito constitucional de opinião. “Eu não ofendi ninguém em sua honra, critiquei homens públicos que tem o dever e recebem pagamento para atender a população, para administrar bem o dinheiro do contribuinte e não fazem nada disso.”

Ainda segundo Samir, “mesmo que tivesse havido ofensa, não cabe ação coletiva e mesmo que cada um deles entre com ações individuais, o crime, que só existe na cabeça deles, está prescrito.

Categorias: Tanabi