Renovar quadros dirigente e de amigos e ampliar recursos e serviços são metas da Apae

Convocado para assumir presidência de chapa, Nereu Pascchoalli quer sociedade apaixonada pela escola

 

A Apae de Monte Aprazível realiza eleições de nova diretoria no início de novembro. Dentro de um contexto de renovação de seus quadros dirigentes e associativos e ampliação de amigos. É justamente a renovação de dirigentes o ponto crucial, segundo sua diretoria, Vera Nilce Pereira. “” O Vanderlei (Pereira) termina seu décimo mandato, alguns de nossos dirigentes estão na diretoria desde a fundação e alguns de nossos grandes amigos faleceram, então a renovação é uma urgência para a entidade”, aponta Vera.

Vanderlei tem se revezado na presidência ao longo dos últimos trinta anos, muitas vezes em mandatos consecutivos, por falta de interessados em substituí-lo (ler matéria abaixo).  Até o momento se apresentou uma chapa única com o farmacêutico Nereu Paschoalli Junior como presidente. Nereu mantém ligações com a escola há muitos anos e faz parte da atual diretoria. Como membro do quadro diretor conhece as demandas da escola e sabe dos desafios que terá que enfrentar “para trazer a sociedade para dentro da APAE.”

Nereu já faz parte da diretoria e alguns companheiros sugeriram seu nome e diz ter aceitado por sua relação próxima com a entidade desde a adolescência. “Uma das netas do meu avô frequentava a escola e isso fez a família se aproximar da escola. Meu tio Primo Macri foi sócio fundador, minha mãe foi presidente e membro da diretoria por vários anos e eu frequentava a escola como associado”.

“Além do que – prossegue – com todo respeito as outras escolas, acho que a Apae está entre as melhores escolas da cidade, tanto no quesito aprendizagem e educacional, quanto no que diz respeito ao acolhimento, carinho e inclusão”.

Como membro da diretoria, Nereu conhece a escola e seus funcionários, mas ele diz que das atribuições de presidente só pretende se inteirar se for eleito. Quanto à equipe de funcionários, ele diz considerar muito competente, bem qualificada e “espero que todos continuem colaborando caso a nossa chapa venha a assumir a direção na associação no ano que vem”.

Nereu conhece bem os desafios da escola e diz que “como qualquer associação ou empresa, em tempos de crise como esse que estamos passando, os desafios são os financeiros. São eles que limitam eventualmente alguma melhoria que idealizamos para a escola e muitas vezes não conseguimos implantar. Como a escola é gratuita, ela depende dos recursos financeiros obtidos junto do poder público nas esferas municipal, estadual e federal, bem como a disponibilização de verbas por parte de parceiros, contribuições dos associados e doações espontâneas e nosso único caminho é expandir nossa captação de recursos para manter e ampliar os nossos serviços”.

Para tanto, ele diz que pretende fazer gestão no sentido de melhorar os convênios, incentivar a aproximação da comunidade aprazivelense no serviço voluntário de trabalhar e financiar a instituição e continuar participando de todo tipo de evento beneficente para captação de recursos, como o Juninão. Pretende também criar eventos culturais e festivos que auxiliem na captação de recursos.

Quanto às metas de sua provável gestão para a sede da escola e sua unidade rural, l, Nereu diz que “em primeiro lugar é preciso concluir a Apae Rural, cuja maior parte do prédio ainda está em fase de acabamento. Temos a pretensão também de ampliar o atendimento de fisioterapia e terapia ocupacional, ampliar o sistema de informática e dentro das possibilidades otimizar as oficinas para as aulas práticas”.

Para atingir seus objetivos, Nereu pretende dar mais visibilidade à entidade. Ele conta que pretende de forma sistemática convidar a comunidade por meio de clubes de serviço, associações voluntárias, movimentos religiosos e quaisquer outras organizações sociais para conhecer o trabalho da Apae e dessa forma incentivar a vinda de mais pessoas para a associação porque “quem conhece bem a escola por dentro, tende a se apaixonar por ela, tamanha é a energia positiva que envolve aquele ambiente. A alegria com que os alunos estudam e os professores ensinam é contagiante”, enfatiza.

Nereu pretende também atuar no relacionamento da Apae com a câmara e a prefeitura. “Com os poderes públicos queremos deixar aberta a instituição para que as parcerias sejam ampliadas, afinal a escola atende gratuitamente munícipes aprazivelenses. Por outro lado, pretendo continuar deixando transparentes as contas porque afinal usamos recursos públicos para prestar esses serviços”, conclui.

Vanderlei Pereira termina o decimo mandato na presidência

 

Dos 54 anos da Apae de Monte Aprazível, em 20 deles a presidência ficou a cargo do professor Vanderlei Pereira. Ele espera que em 31 de dezembro termine seu último mandato, mas lançou a ideia de renovação dos quadros da entidade e de colaboradores.

Vanderlei conta que até aqui os quadros de associados e simpatizantes, com direito a fazer parte da diretoria e votar, são praticamente os mesmos desde a época da fundação em 1965 e muitos deles já falecidos, sendo extremamente necessária a renovação pretendida.

Vanderlei explica que só tem direito a votar e ser votado pessoas ligadas a Apae, envolvidas pela causa e sócios contribuintes a pelo menos um ano. Além disso, se o sócio é ligado a serviço público municipal, estadual ou federal em cargos de chefia não pode ser candidato “O estatuto e as normas da eleição apresentam impedimentos que acabam por limitar muito os candidatos, dificultando a renovação no quadro diretor da Apae”, diz.

Depois de ocupar o cargo de presidente da Apae por 10 mandatos começando em 1.977, Vanderlei espera concluir seu último mandato em 31 de dezembro próximo, mas continuará ligado à entidade fazendo parte do Conselho de Administração mesmo passando por sérios problemas de saúde. “É um cargo que não vai exigir minha presença contínua como a presidência, conselho fiscal, secretaria ou tesouraria. Não é um cargo decorativo, mas é mais ameno. Aceitei para ajudar a compor a chapa”, conta.

Vanderlei diz não imaginar voltar a presidir a Apae, “mas enquanto tiver condições de colaborar com a Apae, de ser útil, pretendo continuar colaborando, mesmo sem cargo”, enfatiza.

Indagado sobre o que o levou a se aproximar da Apae, ele diz que “por ter na família portadores de necessidades especiais. Com isso eu vi a importância da Apae na vida dessas pessoas e me aproximei”, conta.

Vanderlei foi presidente da Apae nos anos de 1.977 a 1.979, 1.995 a 1.997, 1.997 a 1.999, 1.999 a 2.001, 2.001 a 2.003, 2.003 a 2.005, 2.005 a 2.007, 2.008 a 2.010, 2.014 a 2.016 e de 2.017 a 2.019, totalizando 10 mandatos, de 20 anos.

A Apae de Monte Aprazível foi fundada, segundo Vanderlei, em 24 de outubro de 1965 e surgiu com pessoas que tinham na família crianças com alguma deficiência e não havia na época escola para essas crianças.

 

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