Em sua oitava edição, Monte se consolida na região como “Capital do Antigomobilismo”

Organizador do evento, apaixonado por tudo que é antigo, espera quinhentos carros no Encontro de amanhã

 

Monte Aprazível terá o Encontro de Carros Antigos amanhã, das 8 às 17 horas. Os cerca de quinhentos veículos vão ficar estacionados no Parque das Águas. A entrada é gratuita, mas os organizadores pedem que os visitantes doem um quilo de alimento não perecível.

Valdenir de Oliveira, popularmente conhecido pelo apelido de Mosca, é o organizador do evento que será realizado pela prefeitura municipal. Ele diz que entre os modelos esperados estão um Ford modelo T ano 1924, alguns modelos Ford e Chevrolet de 1928 e 1929 e um Mercury Ciclone GT 1970, raridade por só existirem dois exemplares no Brasil “e um deles estará em Monte”, diz.

O Encontro deste ano é o oitavo e o evento evoluiu muito desde o primeiro realizado em 2012 quando foram expostos 176 veículos. “Nós consideramos sucesso desde o primeiro evento pela quantidade de carros e de público por ser a primeira vez. Do primeiro para o segundo o evento ganhou mais força. Foram expostos trezentos veículos e o público triplicou. A partir daí começamos a pedir alimentos não perecíveis e conseguimos uma arrecadação de 300 quilos no segundo. De lá para cá só foi aumentando, na edição de 2018 conseguimos arrecadar novecentos  quilos de alimentos e o público de aproximou de cinco mil pessoas”, conta.

Mosca diz que “de uns 4 anos para cá praticamente todo município da região está promovendo evento de carro antigo, mas o de Monte é diferenciado. O evento deste ano será record em qualidade de veículos, porque já temos confirmados a presença de sete veículos anteriores à década de 30”.

Ele diz que o evento é importante porque “resgata a história do automobilismo no Brasil.. Além disso, é um evento que atrai famílias, os amantes dos carros antigos e promove a integração entre pessoas de várias idades”. O evento deste ano está orçado, segundo Mosca, em R$ 40 mil, dinheiro que será custeado pela realizadora da exposição que é a prefeitura.

Relíquias

Mosca não se interessa apenas por carros antigos, mas por tudo o que é histórico. “Sempre gostei de coisas antigas, desde criança, mas há cerca de dez anos comecei a ter interesse em possuir. Como trabalho como autônomo e viajo bastante, converso com muitas pessoas, algumas idosas e elas começaram a me indicar locais que possivelmente haveria relíquias, como casas antigas, sítios, galpões”, diz.

“Na maioria das vezes a garimpagem acontece quando estou trabalhando – prossegue – fico sabendo de locais que possam ter antiguidades, peço autorização do proprietário e faço uma busca no local. Muitas vezes consigo objetos antigos, outras vezes não e assim segue a garimpagem”, enfatiza. Ele salienta a importância de colaboradores, “nunca consegui nada sozinho, sempre foi através da indicação de alguém. As pessoas deveriam abrir mais as portas para a gente, para resgatar as peças, restaurá-las e preservar a história de Monte Aprazível, que é o que mais me atrai”, diz.

Mosca coleciona vários objetos antigos. Gosta muito de colecionar placas de carros antigos e itens relacionados aos automóveis, tanto peças, como publicidade, mas ele também tem bicicletas antigas, rádios, tem um gramofone de 1908 que está em pleno funcionamento, possui TV antigas, máquinas fotográficas e jornais antigos da Monte Aprazível da década de 40. Ele conta que algumas coisas são doações, outra ele comprou. Por enquanto ele guarda tudo em sua casa, mas ele pretende criar um mini museu e uma lojinha de antiguidades, porque algumas peças ele comercializa.

O interesse por carros antigos começou quando Mosca ainda era criança. “Desde meus primeiros rabiscos já eram de carros antigos. Há 25 anos o carro que eu tinha condições de ter era um carro antigo e esse contato foi fazendo com que eu gostasse dos modelos mais antigos e assim comecei a vender o carro velho e ao invés de comprar um carro mais novo, eu comprava um mais antigo. Hoje possuo um Chevrolet Bel Air 1950, um Ford Corcel LDO 1979 e uma Belina ano 1985 adquirida de um único dono”, conclui.

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