Comércio pretende contratar com a Carteira Verde e Amarela

O governo instituiu através de Medida Provisória o contrato de trabalho Verde e Amarelo. A ideia é criar postos de trabalho para pessoas entre 18 e 29 anos que ainda não tiveram nenhum emprego com carteira assinada. A medida prevê a diminuição de 32% nos encargos sociais para as empresas que contratarem pessoas de 18 a 29 anos se for o primeiro emprego e para os acima de 55 anos desempregados.
A medida, segundo os presidentes das associações comerciais de Tanabi e Monte Aprazível, deverá estimular a criação de vagas no comércio, especialmente nesse período de final de ano. Edmundo Maia dos Santos Junior, presidente da Associação Comercial e Industrial de Tanabi (Acit), diz que a redução pretendida pelo governo “é significativa, cerca de 20% patronal e também redução do FGTS de * para 2%. Com certeza permitirá uma maior contratação de jovens de 18 a 29 anos em seu primeiro emprego e dos acima de 55 anos que são preteridos do mercado de trabalho. É uma medida benéfica, mas não podemos esquecer de que se trata de uma medida provisória que deverá ser aprovada pelo congresso, apesar de sua validade imediata”.
Maria Inês Andreta Paiola, presidente da Associação Comercial e Industrial de Monte Aprazível, concorda que a medida é benéfica. “Acredito que seja um incentivo ao primeiro emprego e a contratação daqueles que tem mais de 55 anos e estão desempregados. Sempre que há crescimento, especialmente no final de ano quando tem as contratações temporárias, geram-se vagas de emprego e essas contratações temporárias se atenderem ao perfil do empregador podem tornar-se postos de trabalho definitivo. Acho que há espaço para essas contratações sim”.
Indagados se o comércio necessita de mão de obra com o volume de vendas que registra hoje, eles dizem que em caso de aumento das vendas sim, especialmente no período de vendas do final de ano. Edmundo diz que “normalmente as contratações acontecem no período de vendas do final de ano quando acontece um aquecimento nas vendas, porque no decorrer do ano em consequência do desemprego e da crise econômica o comércio sofreu as consequências”. Maria Inês diz que as contratações devem se dar nesse período de final de ano, “quando normalmente as vendas aquecem, mas, nos demais períodos se não houver crescimento nas vendas fica inviável novas contratações”.
Edmundo diz que a redução dos encargos trabalhistas facilita a contratação, “no entanto, como se trata de uma medida provisória, é necessário entender seu alcance, seus benefícios e eventuais consequências tanto para o empregador quanto para o empregado.
Maria Inês diz que a medida é um incentivo para a contratação. “Havendo aumento nas vendas o empregador pensará em contratar e a medida ajuda muito”, conclui.

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