Chuvas aumentaram em até 400% de volume em relação ao mesmo período do ano passado

Cana ganha com aumento de massa, amendoim e soja são prejudicados e zonas rural e urbana sofrem com estragos

 

A chuva muito volumosa dos últimos dias tem feito vários estragos consideráveis em estradas rurais e diversos trechos de ruas e estabelecimentos públicos. Somente no mês passado as precipitações foram 400% maiores que em janeiro de 2019.
Júlio César Moreira da Silva, gerente executivo da Aplacana, diz que em dezembro do ano passado choveu 239 milímetros, em dezembro de 2018 choveu 164 milímetros, em janeiro deste ano choveu 282 milímetros, enquanto que em janeiro do ano passado choveu 56 milímetros e até a última quinta-feira, 13 de fevereiro, havia chovido 58 milímetros contra 20 milímetros no mesmo período do ano passado.

A chuva em índices maiores podem ocasionar inconvenientes para as culturas da soja e amendoim que vem avançando rapidamente na região. Júlio diz que “se continuar chovendo acima da média como está, haverá perdas na qualidade dos grãos, podendo ser descartados para exportações e assim reduzindo o valor da saca devido à baixa qualidade da matéria prima”. Já na cultura de cana de açúcar será o inverso, pois chuvas em índices maiores farão com que a planta continue aumentando o índice de biomassa por hectare.

Estragos
As chuvas torrenciais ocasionaram estragos tanto na zona rural como em ruas da cidade e prédios estabelecimentos públicos. Marlon Baldin, assessor de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do município, diz que tiveram a ocorrência de oito ponte e galerias danificadas. “Só a ponte do Espraiado que tivemos que fazer uma ponte móvel emergencial para liberar a passagem, até que seja construída uma ponte de alvenaria no lugar da ponte de tubos que havia no local, mas as demais pontes já estão todas arrumadas, bem como as galerias”, diz.

Quanto às estradas rurais, Marlon diz que estão sendo priorizados os pontos críticos. “Como está chovendo muito não dá para patrolar a estrada inteira. Então estamos fazendo uma paliativo para o local não ficar intransitável. Mas cessando as chuvas os serviços definitivos serão feitos de acordo com as normas técnicas”, salienta.

Marlon explica o mecanismo dos estragos: “Tem caído muita água. Chove em horas quantidade para ser distribuída em dois meses. O solo, já molhado, não absorve, tudo o que cai escorre, é quando estoura as curvas de nível, caixas de contenção de água e vem fazendo estragos”.

Na zona urbana as chuvas também ocasionaram estragos. De acordo com o diretor do almoxarifado da prefeitura, Geraldo Tadeu Aparecido Barca, caiu o muro da escola municipal Maria Neves Soubhia e do cemitério municipal, além dos estragos causados em algumas ruas, abrindo buracos nas vias. “O muro da escola Maria Neves já foi reconstruído, o do cemitério estamos acabando de arrumar. Os buracos nas ruas vinham sendo tapados, mas tivemos que parar porque o tempo não está ajudando. Se na semana que vem a chuva parar retomaremos o trabalho de tapa buracos”, finaliza.

Categorias: Geral