Juiz lança seu primeiro livro de contos doando a renda das vendas para a Apae

Será em 20 de março, noite de autógrafo do cearense Robledo Morais, criado no Mato Grosso do Sul

 

O Juiz de Direito aposentado Robledo Morais lança no dia 20 de março no Centro Cultural Ana Maria Ceneviva Berardo, em Monte Aprazível, seu primeiro livro, Crônicas e Outros Rabiscos. A renda com a venda dos exemplares será destinada a Apae, da qual Robledo é diretor.

O livro Crônicas e Outros Rabisco, como o nome sugere, são crônicas baseadas na observação de fatos que se sucederam na vida diária de cada personagem. Às vezes, sério, outras efusivo, com eventuais incursões na área política, o livro aborda de um modo geral as reações humanas ante acontecimentos que influenciam as pessoas positiva ou negativamente.

A grande totalidade de crônicas já foi publicada em jornais de Monte Aprazível, Rio Preto e Promissão, onde Robledo reside atualmente. Duas crônicas já foram premiadas. A primeira num concurso literário estadual promovido pela Associação Paulista de Magistrados e a Academia Paulista de Letras em que a crônica O Menino e a Vida obteve a primeira colocação. A segunda crônica, Tio Antônio, foi premiada em um concurso nacional promovido pela Associação de Magistrados Brasileiros e a Academia Paulista de Letras e foi classificada em terceiro lugar.

Comentando o lançamento, Robledo se diz emocionado, “afinal é a minha primeira obra e foi longo o caminho percorrido, em que assuntos e autor se tornaram íntimos. É o gosto emocionante de poder criar algo que diz respeito aos relacionamentos humanos”.

O gosto pela literatura do autor foi incentivado pela mãe, primeira professora de Robledo, que amava a literatura e procurava incutir em cada aluno o gosto pelas letras. Somado a isso, o prazer da leitura constante, fazendo com que Robledo viajasse por lugares desconhecidos, conhecesse personagens interessantes na leitura de histórias, romances, letras musicais e muitos outros gêneros.

Robledo nota o interesse crescente pela leitura e conta que em Promissão foi organizado o grupo Recanto das Letras, com 35 obras lidas e discutidas pelos leitores. Ele cita, também, o caso da estudante Alexssandra que montou uma biblioteca em casa, organiza-os e os empresta, cobrando na devolução que o leitor fale do enredo. “É um sinal evidente de que além de incentivar a leitura ela lê considerável parte dos livros que empresta. Assim, parece-me que o gosto pela leitura vem crescendo gradativamente”.

APAE
Destinar a renda obtida com a venda do livro a uma das entidades sociais de Monte Aprazível sempre esteve em suas cogitações, conta Robledo. Ele diz ser conhecedor do trabalho das entidades em benefício dos menos favorecidos, como é o caso das crianças com necessidades especiais assistidas pela Apae. “Já fiz parte de outras diretorias da Apae atuando como membro do conselho fiscal, função que volto a ocupar na atual diretoria, presidida por Nereu Paschoalli. Por outro lado, o conhecimento próprio das dificuldades de manutenção e da insuficiência das verbas destinadas à Apae foi um dos tantos motivos que me levaram a querer ajudá-la. Enfim, por entender que cada um de nós deve fazer o possível para ajudar aos que sofrem dificuldades de qualquer natureza é que ouso sugerir a cada cidadão de Monte Aprazível que visite a Apae e as demais entidades sociais e, se possível, torne-se um colaborador voluntário delas”.

Robledo nasceu em Parambu, região dos Inhamuns, no agreste do Ceará. Ainda menino se mudou com os pais para Pedro Gomes, no Mato Grosso do Sul em busca de melhores oportunidades. Após passar por alguns colégios internos, Robledo soube do internato Dom Bosco. O pai, um tabelião,que foi lavrar uma escritura de terras adquiridas pelo Padre Nunes, diretor do Internato,, soube da possibilidade do filho estudar em Monte Aprazível, onde Robledo começou a estudar. Concluído o ginasial, Robleto serviu o Exército no Mato Grosso e voltou, convidado por Nunes para ser assistentes, denominação salesiana para o cargo de inspetor de aluno, enquanto cursava o colegial na escola estadual Capitão Porfírio, onde conheceu a mulher Ana Maria Macr.

Robledo cursou Direito na USP, foi assessor jurídico da prefeitura de 1982 a 1988, ingressou na magistratura e foi titular nas Comarcas de Estrela D’Oeste, Jales, Tanabi e Rio Preto, onde foi diretor do Fórum por quatro anos. Durante esse período foi colaborador dos jornais A Voz Regional, Folha de São Paulo, Diário da Região e Jornal de Monte.

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