Sindicato entrega pauta salarial do etanol

O vice-presidente do Sindalquim Wagner Quedas e o secretário geral da entidade Ilson Martins, participaram da entrega da pauta de reivindicações aos setores patronais do etanol e farmacêutico para a campanha salarial deste ano, que tem como data base, respectivamente, maio e abril.

Para os trabalhadores de usinas e destilarias, a exigência é de aumento real, descontada a inflação, de 2% e piso salarial de R$ 1.793,38 e para os tecnécios químicos o piso reivindicado é de R$ 3.362,25 e Participação nos Lucros e Resultados de dois salários normativos (piso) para todos.
Já no setor farmacêutico as reivindicações incluem reajuste salarial real de 3% piso salarial de R$ 2.178,00, PLR no valor de 2 pisos e Cartão Alimentação/Cesta Básica de R$ 459,00.

A pauta foi definida após assembleias em todas as empresas dos setores do etanol e farmacêutico, com a mobilização dos trabalhadores e aprovada pela maioria dos trabalhadores. No setor do Etanol a pauta foi entregue para os representantes da Unica, entidade que representa o setor patronal. E no setor Farmacêutico, para o SINDUSFARMA. “As duas Federações vão negociar em conjunto a Convenção Coletiva de Trabalho do Setor Farmacêutico. Pois entendemos que esta unificação fortalece a negociação. Nossa meta é a reposição do INPC, com aumento real nos salários e benefícios, e manter todas as demais cláusulas da Convenção em vigor”, afirmou o secretário geral do Sindalquim, Ilson Martins.

A entrega das pautas foi realizada em São Paulo, na sede da Fequimfar, em conjunto com todos os sindicatos filiados à Federação dos Químicos. A data base do setor Farmacêutico é 1º de abril e a do Etanol é 1º de maio. As pautas foram entregues pelos dirigentes da FEQUIMFAR/Força Sindical e FETQUIM/CUT ao lado das lideranças dos Sindicatos filiados. Agora os Sindicatos aguardam uma resposta dos setores patronais, para o agendamento da primeira rodada de negociação.

O vice-presidente do Sindalquim Wagner Quedas falou sobre da entrega das pautas. “Fomos bem recebidos pelos trabalhadores, que participaram da montagem da pauta e devemos nos manter unidos, sozinho o trabalhador não se encontra em pé de igualdade com o patrão. Temos exemplos históricos de lutas onde a união trouxe resultado e conquistas para todos. Temos que esquecer qualquer diferença, seja ela política, religiosa ou seu time do coração. O que está em pauta é o direito de cada trabalhador que através do sindicato faz valer seus direitos que querem tirar a todo custo”.

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