“Era só o que me faltava”, reage José Francisco às manifestações de apoio do PC do B e aliados

Movimento que ocorre no partido faz ex-prefeito de Tanabi admitir rever decisão de não ser candidato

 

“Era só o que faltava”, reagiu o ex-prefeito de Tanabi, José Francisco de Mattos Netos (PC do B), ao saber da movimentação de seus aliados políticos e amigos próximos de se filiarem ao seu partido. Segundo o dirigente do partido comunista, Samir César do Carmo, o movimento “é uma demonstração de lealdade à sua liderança e tentar convencê-lo a voltar atrás em sua decisão de não se candidatar (ao cargo de prefeito)

José Francisco, ouvido por A Voz Regional, disse não saber ainda do movimento, não teria sido informado dele e admitiu rever a posição de não se candidatar depois de tomar conhecimento e avaliar os apelos de correligionários. O ex-prefeito reafirmou o impedimento de ordem pessoal e familiar de aceitar a candidatura, mas lembrou da existência de “patrimônio político” que construiu com seu grupo que não deve ser abandonado.

José Francisco se dispôs a apoiar uma candidatura que represente um leque amplo de oposicionistas, articulado pelo vereador João Paulo Mazza (DEM), mas reconhece que a proposta de candidatura única não deve prosperar. Do rol de nomes em discussão constam o do próprio Mazza, dos vereadores Fabrício Missena (PP), Dorival Rossi (PSD), Rodrigo Bechara (Podemos) e Devinha Zanetone (DEM), do presidente da Câmara, Gilbertinho Faria (PSD), do presidente do Sindicato dos Agentes Civis de Segurança, Valdir Uchoa (PL), do vice-prefeito Fábio Ceron (PSDB) que estão sendo discutidos. As discussões de um nome de consenso no grupo já duram três meses e o clima está mais para espalhar do que juntar.

Apartados Rossi e Gilbertinho, José Francisco tem opinião cáustica do gripo: “Eles se uniram em 2016, contra minha candidatura, para eleger o prefeito (Norair da Silveira), deram a máquina da prefeitura para o meu adversário e agora não sabem como lidar com a criatura que elegeram.”

Se a pressão dos aliados for forte o suficiente para superar a de familiares de José Francisco que o querem fora da política, cuidando dos negócios do pai, é possível que ele assuma o papel de candidato, mas não nas próximas semanas. “O momento é de ter nervos de aço para manter minha disposição de não disputar.” Disposição que pode não resistir aos apelos sustentados na lealdade.

Lealdade

Segundo Samir César, a militância e os filiados do PC do B não aceitam apoiar um candidato de fora dos seus quadros. “Todo mundo quer o apoio do José Francisco. Não tem o menor sentido, a maior liderança política da cidade, o único que tem condições de derrotar o prefeito apoiar candidato de outros partidos. Então o PC do B decidiu fazer uma campanha de filiação de companheiros que sempre estiveram com José Francisco, de simpatizantes de sua candidatura para demonstrar lealdade a ele e se ele não quiser mesmo ser candidato que apoie então um companheiro do partido. O PC do B terá candidato, se for o Zé Francisco, melhor, se não for vai ser alguém identificado com ele, identificado com uma pauta de esquerda, com uma pauta voltada para a população mais pobre. Nenhum companheiro do Zé Francisco, companheiro de verdade, que acreditam nas propostas dele, vai aceitar apoiar uma candidatura de quem sempre foi nosso adversário, de candidatos que não tem projeto popular, que sempre defenderam projetos pessoais e de interesses contrários do povo.”

Segundo Samir, a ideia que surgiu dentro do PC do B, começou a ganhar força e se expandiu. “Tem companheiros que estão filiados no PSD, inclusive com mandato, no PSOL e simpatizantes do Zé que não estão filiados aceitando se filiar no PC do B. Nós vamos, antes do prazo final para mudança de partido para quem tem mandato e novas filiações, um ato público de filiação, Vamos fazer do partido o maior da cidade e vamos convencer o Zé a ser o nosso candidato. Ou apoiar um nome do partido”, comemora Samir.

Categorias: Tanabi