Caos social vai depender da duração da quarentena, diz Luciana

Tem aumentado a procura por ações sociais em Monte Aprazível em razão da quarentena. A informação é da assistente social gestora do Departamento de Assistência Social do município, Luciana Martins Trídico. Aumentou também a procura por informações acerca dos programas do governo e do auxílio em dinheiro para trabalhadores informais

Luciana diz que, embora estejam trabalhando em regime de plantão e através de telefone e redes sociais, percebeu que houve aumento na procura por ações sociais no município. “Ainda não houve um boom mas aumentou a procura”. Ela conta que houve aumento na procura também por informações sobre os programas sociais do governo que demandam a família estar cadastrada no Cad Único e sobre o auxílio de R$ 200,00 anunciado pelo governo para famílias que possuem uma MEI (Micro Empresa Individual) ou que estejam desempregadas com o perfil do Cad Único de renda per capta que não ultrapasse meio salário mínimo e que não estejam sendo contempladas por nenhum outro programa.

Lucina diz ainda que aumentou a procura por informações sobre a inclusão no programa Bolsa Família. “O governo anunciou que incluirá todos os inscritos no Cad Único com perfil no Bolsa Família e as pessoas querem saber quando isso se dará”.

A expectativa que Luciana tem sobre o agravamento da crise depende da duração da quarentena. “Estamos na expectativa de que a quarentena acabe no dia 7, porque se ela acabar no dia 7 será uma situação, se prolongar será outra situação a ser discutida até que tudo se normalize. Acho, no entanto, que o impacto da crise já se deu, teremos que aprender a lidar com uma crise que já se instalou”.

A assistente social diz ainda que o único ponto a favor dos municípios que declararam situação de calamidade pública é a oportunidade de agilizar providências sem processo licitatório, o que demandaria tempo e “tempo nós não temos neste momento”, enfatiza.

A preocupação das famílias atualmente, segundo ela, é com o pagamento das contas e como custearão suas necessidades básicas. “E a preocupação procede, porque todos terão prejuízos, mas se isso será em maior ou menor escala vai depender do período da quarentena”.

Segundo ela, a ação social vai atuar nos casos de idosos sozinhos ou casais de idosos. “O leite do idoso deve ser pego por algum familiar, responsável ou vizinho e estamos estudando a possibilidade de entregar o leite longa vida para o consumo do idoso durante todo o mês. Os serviços com idosos que temos através do CCI/Serviço de Convivência e Fortalecimento de vínculo estão suspensos por sessenta dias, mas para que o idoso não fique ocioso e deprimido, estamos levando até eles alguns artesanatos para que se ocupem em casa durante a quarentena. Além disso, temos trocado vídeos e mensagens nas redes sociais, promovendo uma integração virtual”.

Ela diz que a Assistência disponibilizou alguns telefones para atendimento da população. Os números são o 3275-1847, 3275-2400 e o 3275-3137 e o celular 99676-6911 especificamente para informações sobre o Bolsa Família, Cad Único e informações gerais sobre os programas. O horário de atendimento é das 8 às 13 horas.

Luciana conta que a Assistência vinha distribuindo 400 cestas por mês, fora as compradas com dinheiro de campanhas realizadas pelo Fundo Social. “Agora estamos esperando esse contingente para ver se teremos que comprar mais. Provavelmente no início da próxima semana teremos esse balanço, mas acreditamos que esse número vá aumentar”, conclui.

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