Gato, cachorro e membros da família Paschoalli fazem isolamento social de forma exemplar , em Monte Aprazível

Se ficar em casa é fundamental, é essencial ficar de forma diferente da usual e aproveitar para aprender algo novo

 

A pandemia do novo coronavírus se espalhou pelo mundo e nos colocou em uma situação incomum: o isolamento social. Seguir a recomendação de ficar em casa é fundamental para conter o avanço do Covid-19, tanto quanto manter a higiene das mãos, entre outros cuidados. Mas manter a saúde mental em tempos de isolamento também é fundamental e a enfermeira Sílvia Câmara Paschoalli, que tem seguido o isolamento social à risca, dá algumas dicas de como manter-se ativa mesmo em tempos de quarentena.

Ela conta que quando foi anunciada a suspensão das aulas e o isolamento, a filha Nathália, o genro Alexandre e os netos Enrico, de 8 anos, e Luigi, de 3 meses, se mudaram de Rio Preto para a casa dela, em Monte Aprazível. “Em Rio Preto teriam que ficar presos no apartamento e a circulação do vírus está maior”. O marido, o farmacêutico Nereu, sai para trabalhar todos os dias e é ele quem, segundo ela, no final do dia faz as compras necessárias para a casa.

Mas para ele entrar em casa tem que obedecer a um ritual: entra pela porta dos fundos da casa, onde deixa os sapatos, a roupa e toma um banho antes de entrar em casa. Sílvia conta que só tem saído para caminhar “bem cedinho, quando o fluxo de pessoas é menor e faço o mesmo processo com tênis e roupas de caminhada”.

Quando o isolamento começou, Sílvia já estava afastada do trabalho e aproveitou para assumir as tarefas da cozinha. “Como estou de licença prêmio aguardando a aposentadoria do Centro de Saúde e as aulas da Etec Padre José Nunes Dias estão suspensa voltei a cozinhar, cuido das plantas, tenho me preparado para dar aulas à distância, leio muito e faço cursos pela internet. O Nereu tem jogado muito xadrez na internet. Temos feito reuniões virtuais com minha irmã que mora em Fortaleza e com o pessoal do nosso clube de Rotary de Rio Preto. Temos até jogado em campeonatos virtuais de Rummikub. Temos assistido muitos filmes, comido muito chocolate e engordado bastante”, brinca.

Os animais domésticos também requerem cuidados em tempos de pandemia e Sílvia diz que por isso não os deixa sair na rua e ela mesma tem dado banho nos bichos.

A relação com os netos está tranquila. “Estamos mais sossegados por eles estarem conosco. O bebê é calmo e o mais velho temos feito de tudo para distraí-lo. Até subir no telhado. Nos preocupamos com a Marina (a filha caçula), que também está em isolamento social com o marido Juan na Cidade do México, onde mora”.

Sílvia conta que nesse período de quarentena não tem recebido visitas e que o marido é quem faz as compras da casa e da casa da mãe dele. “Fazemos uma listinha, ele compra e passa na casa da minha sogra e entrega no portão”, diz.

Indagada sobre como está sendo o relacionamento com empregadas e faxineiras, Sílvia diz que tem uma faxineira que trabalha para ela semanalmente e que está orientada quanto à higienização das roupas, mãos e calçados.

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