Postos de combustível e fornecedores de cana esperam o 11 de maio com ansiedade para aumentar consumo de etanol

Isolamento social diminuiu consumo do etanol em até 65%, Juliano teme por finanças de usinas

 

A queda no preço dos combustíveis erodiu em trinta dias a expectativa de algum lucro dos fornecedores de cana nesta safra. Juliano Maset, presidente da Aplacana (Associação de Plantadores de Cana e de Outras Culturas da Região de Monte Aprazível), diz que os fornecedores estão apreensivos e na expectativa de saber qual será o preço pago pelo quilo de ATR no primeiro mês da safra 2020/2021. “O preço do petróleo está em baixa face a guerra política entre Arábia Saudita e Rússia e como se não bastasse ainda veio o coronavirus, que com o isolamento social provocou uma queda de 65% no consumo de etanol, impactando diretamente as usinas que não tem para quem vender o etanol que está começando a produzir nessa safra”, comenta.

Mas, de acordo com ele, a situação deve melhorar a partir de 11 de maio, com a flexibilização do isolamento social prometido pelo governador João
Dória. “O petróleo começou a ter uma pequena melhora no preço e o comércio internacional do açúcar também passa por uma melhora no preço e na procura, fazendo com que haja uma mudança no cenário. Acreditamos que a safra vai começar com os preços baixos tendo como tendência a melhora do meio para o final”.

No entanto, Juliano imagina um cenário difícil para as usinas. “O cenário para as indústrias não é dos melhores. Dados apontam que 600 mil pequenas e grandes empresas foram fechadas em razão da crise e com as usinas não deve ser diferente, pois a produção não tem comprador e se esse período de isolamento não acabar logo a situação pode ficar mais séria , resultando até no fechamento de algumas unidades industriais sucroenergéticas.”.

Combustíveis

Adhemar Ferreira Junior, do Posto Elefantinho, foi surpreendido pelo novo cenário, com o preço do barril de petróleo cair de 55 pata 20 dólares, barateando a gasolina e derrubando o preço do etanol. Ele não acredita que a queda persista, pois as usinas estariam no limite dos custos. O isolamento socia, segundo ele, ajudou na queda do preço com a diminuição do consumo. Ele estima redução nas vendas em torno de 30% Percentual mais elevado, de 50% percebido por João Roberto Camargo, do Camargo Auto Posto. Mas ele está muito otimista: “Com a abertura gradual do comércio a tendência a partir de 10 de maio é de que o preço volte a subir e acredito que deva se estabilizar entre R$ 2,50 e R$ 2,70 o preço do etanol”.

José Luis Fonseca Alves, do Stop Auto Posto se diz assustado com a redução no consumo de seus postos, de 40%. “A queda no consumo por causa da quarentena provocou queda no preço que foi associada à queda no preço do petróleo, mas acredito que assim que o movimento no comércio começar a se normalizar o etanol deve subir”.

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